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Islamitas convocam novos protesto, e governo de transição avança no Egito

Internacional|Do R7

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Cairo, 13 ago (EFE).- Os islamitas egípcios voltaram a convocar novos protestos contra o golpe de Estado que derrubou em o presidente Mohammed Mursi em julho, enquanto as novas autoridades de transição deverão nomear 27 governadores provinciais. A Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte até assumir à Presidência, informou nesta terça-feira em seu site que novos protestos estão sendo organizados sob o lema "Contra o golpe e os sionistas". No entanto, não há mais informações sobre o tema, como data e horário. Por outro lado, está previsto que 27 novos governadores de províncias prestem juramento ainda hoje perante o presidente interino Adly Mansour. Segundo a agência de notícias estatal "Mena", 20 dos governadores são novos e sete serão renomeados, ou seja, mantidos no cargo. Enquanto as autoridades prosseguem as tarefas para emendar a Constituição, uma comissão de juristas está trabalhando sobre o texto constitucional para propor as mudanças que serão apresentadas para outro comitê, que, por sua vez, é formado por 50 representantes da sociedade egípcia. De acordo com a imprensa local, a comissão de especialistas deverá terminar essa tarefa já no próximo domingo. Em um comunicado emitido na ontem de noite, o partido salafista Al Nour anunciou que participará do comitê de 50 pessoas, mas com algumas condições a serem respeitadas. Nesse sentido, a formação pediu às autoridades interinas que os artigos considerados principais da Carta Magna não sejam modificados. Esses pontos seriam os relacionados com a identidade do Estado egípcio, a justiça social, os poderes do presidente e do primeiro-ministro, as eleições e o que garante a liberdade para formar partidos políticos, entre outros. O Al Nour foi uma das formações políticas que participou da elaboração da Constituição, cuja redação esteve monopolizada pela Irmandade Muçulmana e pelos salafistas, segundo as denúncias apresentadas pelos partidos não islamitas. Já a prestigiada instituição sunita de Al Azhar prosseguirá seus contatos com as distintas forças para alcançar uma reconciliação nacional. EFE ssa-hh/fk

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