Islamitas egípcios denunciam fechamento de jornal da Irmandade Muçulmana
Internacional|Do R7
Cairo, 25 set (EFE).- O braço político da Irmandade Muçulmana, o Partido Liberdade e Justiça (PLJ), denunciou nesta quarta-feira o fechamento de seu jornal durante a madrugada por parte das autoridades egípcias, o que foi negado por uma fonte do serviço de segurança. Na página do Facebook do partido, os funcionários do jornal do PLJ condenaram que a polícia tenha "fechado a sede do periódico depois de se expropriar dos equipamentos em seu interior". A nota se queixou que desde o golpe militar de 3 de julho, que derrubou o presidente Mohammed Mursi (militante da Irmandade até se tornar presidente em junho de 2012), os funcionários do jornal trabalharam sob pressão e ameaças sem precedente das forças da ordem e de "baltaguiyas" (pistoleiros). O texto também pediu que o Sindicato de Jornalistas assuma a responsabilidade de proteger os funcionários da publicação "jurídica e profissionalmente" para que possam continuar com seu trabalho em liberdade e sem pressões. Uma fonte das forças de segurança egípcias negou o fechamento e a invasão do jornal. Além disso, assegurou que o Sindicato de Jornalistas não recebeu nenhuma denúncia de empregados do periódico. O governo egípcio decidiu ontem atrasar a implementação de qualquer medida em relação à sentença emitida na segunda-feira que proíbe as atividades da Irmandade Muçulmana e esperar uma decisão definitiva da justiça. O executivo aguardará o que o Conselho de Estado, principal órgão judicial administrativo do país, dirá sobre outras denúncias que pedem a dissolução do grupo. EFE ms-ssa/dk













