Isolado por militares, presidente egípcio usa redes sociais para se comunicar com seus partidários
Assim como nos protestos em outras partes do mundo, Facebook e Twitter se tornam ferramentas essenciais na comunicação egípcia
Internacional|Do R7

Após se tornarem ferramentas essenciais para a organização e divulgação das manifestações populares no Brasil e na Turquia, as redes sociais voltam a ser um instrumento importante de expressão contra e pró-governo no Egito. Até mesmo o presidente eleito, Mohamed Mursi, mantido isolado em um quartel da Guarda Republicana, cercado por arame farpado, barreiras e soldados, usou a internet para se comunicar com seus seguidores após o anuncio de suspensão da Constituição e da convocação de novas eleições feita pelo Exército egípcio, na quarta-feira (3).
Por meio do Facebook, Mursi declarou que as “medidas anunciadas por líderes das Forças Armadas são um golpe militar”, que deveria ser rejeitado “por todo homem livre que tenha lutado pela democracia egípcia”.
Poucos minutos depois das novas eleições serem convocadas, o presidente também pediu aos civis que “defendessem a Constituição e que não aceitassem o golpe em curso no país”, em sua página do Twitter, destacando que a população deveria “agir com calma e evitar derramamento de sangue de seus compatriotas”.
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Um assessor, que não quis ser identificado, declarou que o "presidente pede a todos os egípcios que resistam pacificamente ao golpe de Estado, como ele mesmo fará”.
— O que fizeram é ilegal, não têm autoridade para fazer isso.
Segundo o anuncio militar, o presidente da Corte Constitucional Suprema, Adli Mansour, será o presidente interino, assistido por um conselho provisório e por um governo tecnocrata, até que novas eleições presidenciais e parlamentares sejam realizadas. Ele deve prestar juramento como chefe de Estado interino nesta quinta-feira (4).
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