Isolamento acústico de boate aumentou proporções do incêndio
Internacional|Do R7
Santa Maria, 31 jan (EFE).- O isolamento acústico usado na boate Kiss, em Santa Maria, aumentou as dimensões da tragédia, que deixou 235 mortos e mais de cem feridos, informou nesta quinta-feira a polícia. O delegado Marcelo Arigony disse hoje em entrevista coletiva que a espuma usada como isolamento acústico foi o fator que transformou um pequeno incêndio em uma armadilha mortal para as centenas de jovens que lotavam a boate. "Se ela não estivesse lá, provavelmente teríamos apenas um pequeno foco de incêndio na boate", disse o delegado. Arigony acrescentou que o material é altamente inflamável e gera gases tóxicos. Segundo o delegado, foi constatado que as partes do teto que não tinham a espuma praticamente não foram queimadas. O incêndio começou quando a banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na boate, fez um show pirotécnico com o uso de um sinalizador. A polícia acredita que o número de pessoas na Kiss superava a capacidade da boate, que era de 691 pessoas, e também investiga outros fatores que podem ter contribuído para a tragédia, como a ausência de mais uma porta de emergência e uma quantidade de extintores insuficiente. Dois membros da banda de música e os dois proprietários da boate estão sob prisão preventiva para evitar que possam interferir nas investigações. Ao todo, 127 pessoas ainda continuam internadas em hospitais de Santa Maria, Porto Alegre e em outras três cidades da região, segundo o último boletim divulgado pela secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Desse número, 70 pacientes permanecem na unidade de terapia intensiva respirando com ajuda de aparelhos, e pelo menos outros sete continuam em estado grave, embora respirando naturalmente. EFE mp/dk











