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Israel não sabia de possível acordo entre EUA e Irã e se preparava para mais combates

Irã está analisando a proposta dos EUA para acabar com a guerra e transmitirá suas opiniões ao Paquistão

Internacional|Do R7, com Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Israel desconhecia que os EUA estavam próximos de um acordo com o Irã para acabar com a guerra.
  • Donald Trump afirmou que a guerra pode terminar se o Irã cumprir o acordo proposto.
  • O Irã está analisando a proposta dos EUA e enviará suas opiniões ao Paquistão, mediador das negociações.
  • Um memorando de entendimento com 14 pontos pode ser assinado, envolvendo a suspensão de sanções e a moratória no enriquecimento nuclear.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A cidade de Beirute, no Irã, foi um dos alvos de ataque durante conflito com EUA e Israel Claudia Greco/Reugers - 12.03.2026

Israel não estava ciente de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava potencialmente próximo de um acordo com o Irã que pode acabar com a guerra e abrir caminho para desbloquear a navegação no estreito de Ormuz, disse uma fonte israelense familiarizada com o assunto.

Em vez disso, Israel estava se preparando para uma escalada nos combates, declarou a fonte, falando sob condição de anonimato.


O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (6), que, se o Irã cumprir o que foi acordado, a guerra de EUA e Israel contra o Irã poderá terminar e o estreito de Ormuz poderá ser reaberto.

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“Supondo que o Irã concorde em cumprir o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Epic Fury chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o estreito de Ormuz fique aberto a todos, incluindo o Irã.”


“Se eles não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

Já um membro sênior do Parlamento iraniano disse que uma reportagem do site Axios que inclui o texto de uma proposta dos EUA para um acordo com o Irã para acabar com a guerra é mais uma lista de desejos do que uma realidade.


“O texto do Axios é mais uma lista de desejos norte-americanos do que uma realidade; os norte-americanos não ganharão nada em uma guerra que estão perdendo que não tenham conquistado em negociações diretas”, postou no X Ebrahim Rezaei, porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento.

O Irã está analisando a proposta dos EUA para acabar com a guerra de mais de dois meses e transmitirá suas opiniões ao mediador, Paquistão, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano nesta quarta-feira, de acordo com a agência de notícias ISNA.


Proposta apresentada

Estados Unidos e Irã estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra no Golfo, disse uma fonte do Paquistão, mediador das negociações, familiarizada com as mesmas, confirmando informação divulgada anteriormente pela imprensa estadunidense.

A fonte paquistanesa afirmou que uma reportagem anterior do veículo de mídia norte-americano Axios sobre o memorando proposto é precisa.

“Vamos fechar isso muito em breve. Estamos chegando perto”, declarou a fonte paquistanesa.

O site Axios noticiou, nesta quarta-feira (6), que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando de uma página para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o estreito de Ormuz.

Segundo a reportagem do Axios, os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas.

O Departamento de Estado norte-americano e a Casa Branca não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Entre outras disposições, segundo o Axios, o acordo envolveria o compromisso do Irã com uma moratória no enriquecimento nuclear, a concordância dos EUA em suspender as sanções e liberar bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes suspenderiam as restrições ao trânsito pelo estreito de Ormuz.

Memorando tem 14 pontos

O memorando de entendimento de uma página, com 14 pontos, estava sendo negociado entre os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, e vários representantes iranianos, tanto diretamente quanto por meio de mediadores, informou o Axios.

Em sua forma atual, o memorando declararia o fim da guerra na região e o início de um período de 30 dias de negociações sobre um acordo detalhado para abrir o estreito, limitar o programa nuclear iraniano e suspender as sanções dos EUA, acrescentou o Axios.

As restrições do Irã à navegação pelo estreito e o bloqueio naval dos EUA ao Irã seriam gradualmente suspensos durante esse período de 30 dias, informou o Axios, citando uma autoridade norte-americana que acrescentou que, se as negociações fracassarem, as forças dos EUA poderão restabelecer o bloqueio ou retomar as ações militares.

Anteriormente, Trump anunciou uma pausa no “Projeto Liberdade”, uma missão anunciada no domingo (3) para guiar navios através do estreito bloqueado. A missão não conseguiu retomar significativamente o tráfego marítimo, ao mesmo tempo que provocou uma nova onda de ataques iranianos contra navios no estreito e contra alvos em países vizinhos.

No incidente mais recente, uma empresa de navegação francesa relatou na quarta-feira que um de seus navios porta-contêineres foi atingido no estreito no dia anterior e que a tripulação ferida foi retirada.

Ao anunciar a pausa na missão, Trump citou “grande progresso” nas negociações com o Irã, sem dar mais detalhes.

“Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, o Projeto Liberdade (Movimentação de Navios pelo estreito de Ormuz) será pausado por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu Trump nas redes sociais.

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