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Israel tenta convencer França a frear acordo com Irã

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 22 mar (EFE).- Uma delegação israelense de alto nível viajou neste domingo a Paris para tentar convencer o presidente da França, François Hollande, a frear o acordo sobre o programa nuclear do Irã, informou o site do jornal "Ha'aretz". A delegação israelense manterá reuniões de alto nível com funcionários franceses nesta segunda-feira, dois dias antes do reinício das conversas na Suíça para conseguir um acordo antes do fim do mês, acrescentou a publicação israelense. Israel, que vê esse programa nuclear com uma ameaça a sua existência, vai apelar ao país ocidental que mais se mostrou reticente até agora com o acordo, a França, com a esperança de que as sanções continuem em vigor até que Teerã suspenda o enriquecimento de urânio. A delegação israelense inclui o assessor de segurança nacional, Yossi Cohen, o ministro de Assuntos de Inteligência, Yuval Steinitz, e a outros funcionários do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores e dos serviços de inteligência. Segundo o "Ha'aretz", a delegação pretende ser recebida pelo ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, e membros da equipe de negociação com o Irã, entre outros funcionários franceses do alto escalão. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se opõe taxativamente ao que classifica como "um péssimo acordo", pois deixaria nas mãos do Irã o enriquecimento de urânio, acredita que ainda pode exercer influência sobre o governo francês, que há poucos dias manifestou suas diferenças com outros membros do Grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China, mais Alemanha). A França exigiu, por exemplo, que o Irã cumpra com a solicitação da Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) e desclassifique os possíveis aspectos militares de seu programa nuclear, como condição para qualquer acordo. Por causa dessas diferenças entre EUA e França, os ministros das Relações Exteriores dos dois países se reuniram em Londres no sábado com seus colegas de Grã-Bretanha e Alemanha, em uma tentativa de afinar suas posições. Na cúpula, os quatro ministros garantiram que permanecem "unidos" para conseguir um acordo com o Irã, e acabaram com as dúvidas sobre sua unidade, transferindo a pressão para o governo iraniano. "Chegou a hora de o Irã, em particular, tomar decisões difíceis. Nossos negociadores, junto com os de China e Rússia, retomarão as reuniões com o Irã na próxima semana em Lausanne (Suíça)", explicaram os ministros na nota. EFE elb/rpr

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