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Itália apresenta resolução contra crise migratória

Documento será discutido pelo Conselho de Segurança da ONU

Internacional|Da Ansa

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A Itália apresentou aos países europeus do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) uma proposta de resolução contra traficantes de seres humanos. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores de Roma, Paolo Gentiloni, durante visita a Varsóvia.

Segundo ele, o objetivo é obter um "quadro legal" que permita enfrentar os contrabandistas que organizam as viagens da morte no mar Mediterrâneo. O projeto prevê a possibilidade de efetuar operações individuais contra os criminosos.

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No momento, o conselho conta com quatro integrantes da Europa, sendo dois permanentes (França e Reino Unido) e dois temporários (Espanha e Lituânia). Ainda nesta semana, a resolução também será comunicada aos outros 11 membros do órgão, inclusive a Rússia, que tem parte de seu território localizado no velho mundo.

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"Espero que ela seja aprovada em cerca de 10 dias. Não será fácil, porque é a primeira vez que o tema entra no conselho de segurança, mas estou confiante", disse o chanceler. Os 15 países se reunirão para discutir o tema da imigração clandestina no Mediterrâneo na próxima segunda-feira (11).

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Durante o encontro, a italiana Federica Mogherini, alta representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, apresentará por meio de videoconferência um relatório sobre a situação.

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A resolução de Roma foi elaborada após diversos naufrágios deixarem mais de mil imigrantes mortos no Mediterrâneo em abril. Apenas nesta quarta-feira (6), 562 clandestinos socorridos pela Marinha da Itália desembarcaram em Nápoles, incluindo 75 menores de idade, 25 crianças e cinco mulheres grávidas.

A crise migratória no sul da Europa se agravou em 2015 com a piora da situação na Líbia, que enfrenta um grave conflito interno, tem parte de seu território controlado por rebeldes e convive com o aumento da influência do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Segundo a agência da UE para controle de fronteiras (Frontex), entre 500 mil e 1 milhão de pessoas estão prontas para deixar a nação africana rumo ao continente europeu ao longo de 2015. Como a Itália fica a menos de 300 km de distância por água, acaba sendo a principal porta de entrada para imigrantes ilegais vindos do país. 

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