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Itália tem mais de 10 mil novos casos pela primeira vez em 6 meses

País registrou 10.172 infecções pelo novo coronavírus e 72 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o maior aumento desde maio

Internacional|Da Ansa

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Profissionais de saúde protestam por melhores condições de trabalho em Roma
Profissionais de saúde protestam por melhores condições de trabalho em Roma

A Itália registrou nesta quarta-feira (17) mais 10.172 casos e 72 mortes na pandemia de Covid-19, de acordo com boletim do Ministério da Saúde.

Com isso, o total de contágios já diagnosticados no país subiu para 4.883.242, enquanto o de óbitos chegou a 132.965.


O número de casos desta quarta é o maior para um único dia na Itália desde 8 de maio, quando houve 10.176 contágios.

A média móvel de infecções em sete dias aumentou pela 15ª vez seguida e atingiu 8.030, alta de 85% na comparação com duas semanas atrás, enquanto a de mortes subiu para 59, cifra 53% maior do que há 14 dias.


A Itália também soma pouco mais de 4,6 milhões de curados e 127.085 casos ativos, o maior valor desde 12 de setembro (127.334).

Até o momento, 84,3% do público-alvo (pessoas a partir de 12 anos) já está totalmente vacinado contra a Covid, porém mais de 7 milhões de indivíduos aptos a se imunizar não tomaram sequer a primeira dose, o que deixa espaço para os casos continuarem subindo.


A alta nos contágios e óbitos já faz as autoridades italianas discutirem a reintrodução de restrições, porém existe um crescente movimento para que eventuais medidas mirem apenas não vacinados, seguindo o modelo adotado na Áustria.

"Eu defendo essa linha. Se não fizermos assim, daqui a algumas semanas estaremos em lockdown e será tarde demais", afirmou nesta quarta o ex-premiê e atual líder da centro-esquerda italiana, Enrico Letta.

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