Japão estuda elevar nível de gravidade do vazamento em Fukushima
Internacional|Do R7
Tóquio, 21 ago (EFE).- A Autoridade de Regulação do Japão (NRA) informou nesta quarta-feira que analisa elevar a gravidade do vazamento de 300 toneladas de água radioativa detectada em um tanque da central atômica de Fukushima do nível 1 ao 3. A categoria 3 da Escala Internacional Nuclear e de Fatos Radiológicos (INES), que é composta por oito níveis de gravidade (de 0 a 8), define o fato como um "incidente sério". A NRA advertiu que consultará à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para saber se é apropriado aplicar a escala INES em um fato registrado em instalações desenvolvidas especificamente para solucionar uma crise nuclear que ainda não foi resolvida. O acidente na usina de Fukushima, provocado pelo terremoto e tsunami de março de 2011, foi classificado como um incidente de grau 7, o nível máximo e com o qual o desastre na central de Chernobyl em 1986 também foi qualificado. Durante a analise rotineira de hoje da NRA, um dos membros da comissão, Toyoshi Fuketa, sublinhou que o organismo deve ter cuidado para não causar mal-entendidos na hora de avaliar o vazamento da água radioativa. "Isto não quer dizer que o acidente de nível 7 terminou e agora estamos diante de um incidente de nível 3. O acidente permanece ativo", afirmou Fuketa em declarações reproduzidas pela agência "Kyodo". Em todos os casos, o alto nível de emissão radioativa, de aproximadamente 100 milisieverts por hora, na água vazada deste tanque obrigou a NRA avaliar o fato ontem como um incidente de nível 1, o que o transforma no mais grave desde a destruição parcial dos reatores da central após o tsunami. A quantidade de radiação em questão inidica que, uma pessoa que permanecesse por uma hora na área afetada pelo vazamento, seria o mesmo que ficar exposta ao nível máximo permitido para os operários da central ao longo de cinco anos. Por sua parte, a Tokyo Electric Power (TEPCO), proprietária da central, explicou hoje que poderia terminar de transferir a água contaminada do tanque danificado para outros tanques que, segundo a companhia, foram revisados e estão seguros. O vazamento, de aproximadamente 300 toneladas, foi confirmado ontem em um dos 100 tanques que são usados para armazenar parte de água usada na refrigeração dos reatores da usina. Apesar ser tratada posteriormente, a água em questão permanece altamente radioativa. EFE asb/fk











