Japão pede que China deixe de enviar 'drones' para região de ilhas disputadas
Internacional|Do R7
Tóquio, 10 set (EFE).- O governo do Japão pediu à China nesta terça-feira que não efetue voos com aviões não tripulados ('drones') perto das disputadas ilhas Senkaku/Diaoyu, como o que foi feito ontem, informou à Agência Efe um porta-voz da Chancelaria japonesa. O Ministério das Relações Exteriores japonês expressou sua posição à embaixada chinesa em Tóquio e explicou que o avião não tripulado voou ontem dentro da chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) do Japão, área onde as aeronaves devem ser identificadas e fornecer a rota de voo, entre outros dados. Apesar de o fato não consistir em uma violação da legislação internacional, Tóquio expressou "seu interesse" a Pequim em relação ao voo e pediu que operações similares não sejam repetidas no futuro. Ontem de manhã, as Forças Aéreas de Autodefesa japonesas detectaram o que aparentava ser um 'drone' perto das ilhas Senkaku (Diaoyu em chinês), o que obrigou o envio de caças de combate para uma possível interceptação. Algumas horas depois, o Ministério da Defesa chinês admitiu em comunicado que efetivamente se tratava de um avião não tripulado que pertence ao Exército Popular de Libertação. Hoje, sete navios da Guarda Litorânea chinesa patrulharam na zona próxima das ilhas, que o Japão considera como suas águas territoriais, o que contribui para um aumento nas tensões um dia antes do primeiro aniversário da nacionalização das ilhotas pelo governo japonês. O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, explicou em declarações divulgadas pela agência "Kyodo" que as Forças de Autodefesa fortaleceram a vigilância na região devido ao aniversário. No dia 11 de setembro de 2011 o governo do Japão adquiriu das mãos de seu proprietário japonês o terreno de três ilhas do arquipélago Senkaku/Diaoyu, foco de uma histórica disputa territorial com a China e Taiwan. A compra provocou violentos protestos contra o Japão na China e deixou as relações bilaterais em seu pior momento em anos. Situado no Mar da China Oriental, a cerca de 170 quilômetros de Taiwan e a 150 das ilhas mais ocidentais do Japão, o desabitado arquipélago, formado por cinco ilhas e três rochedos, tem uma superfície de sete quilômetros quadrados e acredita-se que conta com grandes recursos marítimos e energéticos. EFE asb/rpr











