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Jihadistas fazem reféns em universidade do Iraque; forças de segurança lançam ataque

Extremistas mataram os guardas e destruíram uma ponte que conduz ao estabelecimento

Internacional|Do R7

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Jihadistas tomaram neste sábado (7) como reféns estudantes e funcionários de uma universidade iraquiana localizada na cidade de Ramadi, o que provocou um ataque das forças de segurança do país, constatou um jornalista da AFP.

Combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), um grupo jihadista extremista, se apoderaram pela manhã da universidade de Anbar, em Ramadi, localizada 100 km a oeste de Bagdá, depois de matar os guardas e destruir uma ponte que conduz ao estabelecimento, segundo a polícia.

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Um jornalista da AFP afirmou que as forças de segurança lançaram um ataque para libertar o campus e disse ouvir um forte tiroteio no local.

Cerca de 1.000 estudantes conseguiram fugir mais cedo, enquanto outros escaparam durante a operação militar, que também incluiu soldados e policiais, disse o jornalista.

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Não foi informado até o momento quantos estudantes estão matriculados na universidade ou quantos ainda estão em poder dos criminosos.

Uma estudante, que se encontra no interior do edifício, explicou mais cedo por telefone à AFP que os criminosos reuniram as mulheres e que o chefe dos insurgentes falou com elas.

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"Daremos uma lição que vocês nunca vão se esquecer", afirmou o líder dos jihadistas, segundo a estudante.

Vários bairros de Ramadi estão desde janeiro sob controle dos insurgentes, entre os quais figuram membros do EIIL.

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Esta demonstração de força dos jihadistas ocorre um dia depois de combates entre insurgentes e as forças de segurança na província de Nínive e dois dias após um ataque rebelde contra a cidade de Samara, onde conseguiram se apoderar momentaneamente de alguns bairros.

A violência na província de Al-Anbar começou no fim de dezembro, quando as forças de segurança desmantelaram um acampamento de protestos antigovernamentais perto de Ramadi.

Pouco depois, insurgentes e tribos hostis ao governo, dominado pelos xiitas, tomaram o controle de bairros de Ramadi e de toda Fallujah, situados respectivamente a 100 e 60 km de Bagdá, algo que não era visto desde os anos de insurreição que se seguiram à invasão americana de 2003.

Desde então, o exército recuperou a maior parte de Ramadi, mas o ataque à universidade demonstra a impotência das autoridades para tomar completamente o controle da cidade.

A insegurança é um dos principais problemas do Iraque, onde a violência mata todos os dias em média 25 pessoas.

No total, mais de 4.300 pessoas morreram em ataques desde o início do ano, das quais mais de 900 em maio.

As autoridades atribuem esta espiral de violência a fatores externos, principalmente à guerra na vizinha Síria. Mas diplomatas e especialistas afirmam que se deve principalmente ao descontentamento da minoria sunita, que se considera marginalizada.

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