Jordânia rejeita reconhecer Israel como Estado judeu
País já acolhe cerca de 1,2 milhão de refugiados palestinos
Internacional|Do R7
O ministro de Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Judeh, disse neste domingo (02) no Parlamento do país que o governo não reconhece Israel como um Estado judeu, como pedem os negociadores israelenses nas negociações de paz com os palestinos.
— Em relação às propostas sugeridas sobre um Estado judeu, nossa atitude é clara: não é aceitável para nós qualquer acordo a respeito deve levar em conta a completa soberania do Estado palestino e os direitos de muçulmanos e cristãos em Israel
Judeh acrescentou além disso que a "Jordânia não será uma pátria alternativa para ninguém", fazendo alusão a algumas propostas israelenses que querem que este país se transforme em lar para os palestinos.
A insistência do lado israelense para que os palestinos reconheçam a natureza judaica de Israel está gerando temores na Jordânia, onde acredita-se que a aceitação do termo significaria deportar todos os palestinos que têm nacionalidade israelense para o país, que já acolhe 1.200.000 refugiados palestinos.
Judeh expressou também o apoio de seu país às propostas de Kerry, que têm como objetivo o cumprimento da visão da criação dos dois Estados, Israel e Palestina.
— Kerry está levando a cabo consultas com todas as partes, incluindo a Jordânia, que tem um papel-chave nas negociações.
Israel conquistou da Jordânia os territórios de Jerusalém Oriental e o restante da Cisjordânia na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
A iniciativa de paz árabe, adotada pela Cúpula Árabe de Beirute, em 2002, contempla o reconhecimento de Israel por parte de todos os Estados árabes caso deixe os territórios ocupados e reconhece o direito do retorno dos refugiados da guerra árabe-israelense de 1948.













