Jornal saudita assegura que caso Khashoggi avança nos tribunais
Jornal Okaz, que geralmente apresenta informações oficiais do governo, afirmou que autoridades seguem interrogando fontes importantes e buscando provas
Internacional|Da EFE

O jornal saudita Okaz, que geralmente apresenta informações oficiais do governo da Arábia Saudita, afirmou nesta quarta-feira (2) que o caso do assassinato de Jamal Khashoggi continua nos tribunais do país e que as autoridades seguem interrogando "pessoas importantes" e buscando provas de quem está por trás da morte do jornalista.
No dia que marca um ano após o desaparecimento de Khashoggi, o Okaz afirmou, citando "fontes confiáveis", que "a Promotoria mostrou uma alta transparência no tratamento deste caso publicando declarações e relatando os últimos desenvolvimentos".
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Além disso, a Promotoria "continua interrogando pessoas importantes, registrando todas suas declarações e buscando qualquer evidência, e fornece ao tribunal" encarregado do caso todas essas informações, acrescentou.
Sem novas informações
A Promotoria não emitiu nenhuma declaração nos últimos meses, desde o anúncio do início do julgamento em janeiro passado contra 11 acusados da morte de Khashoggi no consulado saudita em Istambul. Cinco dos réus, que não foram identificados, enfrentam a pena de morte.
As fontes do jornal indicaram que o reino forneceu à alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, um relatório detalhado sobre o caso, enfatizando que todas as informações possíveis serão publicadas, sem prejuízo das leis sauditas e procedimentos relacionados".
O jornal enfatizou que o reino "não tem nada a esconder sobre o assunto" e lembrou que as autoridades sauditas "condenaram do alto da pirâmide" a possibilidade de assassinato.
O jornal árabe com sede em Londres, Asharq Al-Awsat, também se refere hoje ao caso afirmando que, segundo "fontes bem informadas", o judiciário saudita "ainda está considerando o assassinato do jornalista" e o "tribunal está em contato constante com a Promotoria sobre qualquer novidade no caso, novas evidências ou declarações".
Elas afirmam que os acusados durante o julgamento "confirmaram" que assassinaram Jamal Khashoggi e foi pedido a sentença de morte para cinco deles.
As organizações de direitos humanos criticaram hoje a falta de transparência das autoridades sauditas quando se trata de informar e julgar um crime pelo qual o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, é responsável, algo que sempre foi rejeitado por Riad.








