Istambul tem homenagens a jornalista morto em embaixada
Jamal Khashoggi foi executado há um ano. Paradeiro do corpo ainda é desconhecido e não se sabe grau de envolvimento de príncipe Bin Salman
Internacional|Da EFE

Ativistas e simpatizantes do jornalista saudita Jamal Khashoggi se reuniram nesta quarta-feira (2), em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, onde exatamente há um ano ele foi assassinado.
A homenagem conta com a participação da relatora das Nações Unidas para execuções extrajudiciais, Agnes Callamard; o político egípcio exilado Ayman Nour e a vencedora do prêmio Nobel iemenita, Tawakkol Karman, entre outros ativistas, além de representantes das ONGs como Repórteres sem Fronteiras, Human Rights Watch e Anistia Internacional.
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Callamard afirmou em um relatório, no mês de junho, que o Estado saudita "deve ser responsabilizado" pelo assassinato e apontou para "evidências credíveis" que vinculam ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman com a morte de Khashoggi.
O jornalista entrou no consulado saudita em 2 de outubro de 2018 para recolher alguns documentos necessários para oficializar seu casamento com sua namorada turca, Hatice Cengiz.
Um ano depois, só se sabe com certeza que ele foi morto dentro do edifício, mas não se sabe onde está seu corpo ou o envolvimento do príncipe Bin Salman.
A Justiça saudita acusou oficialmente 11 agentes pelo assassinato e o Ministério Público pede a pena de morte para cinco deles, mas o processo não é público e a identidade deles não foram divulgadas.














