Jornalista é assassinado a tiros no nordeste da Somália
Internacional|Do R7
Mogadíscio, 8 jul (EFE).- Um jornalista da Somália, Libaan Abdullahi Farah, foi assassinado no domingo pela noite na cidade de Galkayo (nordeste da Somália), na região da Puntlândia - uma região autoproclamada como estado autônomo desde 1998 - informaram nesta segunda-feira amigos e colegas do repórter. Segundo disse à Agência Efe hoje um amigo da vítima, Abdi Jama, também jornalista de profissão, "dois homens armados atiraram contra a vítima, conhecida como Libam Qaran, no bairro de Garsoor, quando retornava do trabalho até sua casa". "Atiraram seis vezes contra Libam, no pescoço, no peito e nas pernas e depois fugiram do lugar", explicou Jama, que acrescentou que o jornalista foi levado imediatamente a um hospital da cidade, onde somente foi confirmada a sua morte. A União Nacional de Jornalistas Somalis (NUSOJ, sigla em inglês), condenou o assassinato de Libam Qaran, repórter do canal de televisão "Kalsan TV". "Este é mais um assassinato que mostra claramente os perigos que os jornalistas desta região enfrentam, e pedimos que sejam feitas as investigações pertinentes", afirmou o presidente do conselho supremo do NUSOJ, Burhan Dahir. "Quero enviar minhas condolências à família, aos amigos e aos colegas de Libam", acrescentou Dahir. Em um comunicado emitido em Mogadíscio, o representante especial da ONU para a Somália, o britânico Nicholas Kay, lamentou o assassinato e enviou suas condolências aos parentes e colegas de Abdullahi Farah. Kay ressaltou "a importância de se proteger os jornalistas e defender a liberdade de imprensa" no país africano. Qaran era casado e tinha cinco filhos e trabalhava para "Kalsan TV", uma rede de televisão privada que tinha começado suas transmissões recentemente. Esse homicídio eleva para cinco o número de jornalistas assassinados somente este ano na Somália, país considerado um dos mais perigosos do mundo para se exercer a profissão. A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um governo "de facto" e nas mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e gangues de delinquentes armados. Apesar dos avanços no terreno político conseguidos no ano passado, o governo ainda não exerce o controle absoluto do território, com grandes áreas no centro e no sul da Somália ainda sob domínio da milícia fundamentalista islâmica Al Shabab. EFE ia/rpr











