Jornalistas são agredidos e rádios desativadas na Somália
Internacional|Do R7
Por Abdi Sheikn e Feisal Omar
MOGADISHU, Somália, 27 Out (Reuters) - Agentes de segurança somalis invadiram e desativaram duas estações de rádio, agrediram e detiveram jornalistas e confiscaram seus equipamentos, disse o sindicato que representa a classe no país.
A União Nacional de Jornalistas Somalis disse que a operação em Mogadishu neste sábado está ligada a matérias transmitidas pela Radio Shabelle e pela SkyFM, ambas partes da Shabelle Media Network, sobre acusações de corrupção no governo.
A polícia disse que está seguindo ordem de despejo após a rede não abandonar o prédio, que pertence ao governo. Ambas as estações ocupavam o mesmo prédio, que também servia de residência para os jornalistas.
"Eles não cumpriram a ordem de abandonar o prédio governamental. O governo havia ordenado que eles abandonassem o prédio em que a rádio operava porque não pertence a eles", disse à Reuters o oficial sênior da polícia coronel Abdikadir Mohamed.
Jornalistas têm figurado entre vítimas desde que a Somália afundou em guerra no início da década de 1990. No ano passado, registrou o maior número de fatalidades de jornalistas no país, com 18 mortos, de acordo com o sindicato.
"A Radio Shabelle estava transmitindo durante o ataque e o público conseguiu ouvir os espancamentos e o barulho dentro do estúdio até que a polícia violentamente desativou os servidores e o equipamento de radiotransmissão antes de desligar os geradores, efetivamente interrompendo a transmissão", acrescentou.












