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Juiz ouve depoimento de diplomata sueco que viu Neruda antes de sua morte

Internacional|Do R7

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Santiago do Chile, 14 mai (EFE).- O diplomata sueco Ulf Hjertonsson, uma das últimas pessoas a ver Pablo Neruda com vida, depôs perante o juiz chileno que investiga as causas da morte do poeta, confirmaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes judiciais. As fontes disseram que Hjertonsson prestou depoimento perante o juiz Mario Carroza, mas não informaram o que ele disse. O advogado de acusação, Eduardo Contreras, no entanto, deu à Agência Efe alguns detalhes de seu testemunho. "Hjertonsson declarou ao juiz que ele viu um Neruda absolutamente lúcido, apesar de doente, em cama, mas não no estado de caquexia (extrema desnutrição) que supõem os que escreveram o certificado de falecimento de Neruda", afirmou hoje à Efe. A declaração de Hjertonsson aconteceu em 29 de abril, mas até agora não se conhecia essa diligência como parte da investigação para determinar se Neruda morreu em consequência do câncer de próstata de que sofria ou se pôde ser envenenado por agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O corpo de Neruda, Prêmio Nobel de Literatura, foi exumado em 8 de abril por causa de uma querela apresentada pelo Partido Comunista do Chile e as primeiras análises demonstraram que efetivamente sofria de um câncer avançado e metastásico. Hjertonsson visitou Neruda na Clínica Santa Maria a tarde de 22 de setembro de 1973, um dia antes de sua morte. Em um prólogo para um livro editado na Suécia em 2003, o diplomata sueco descreveu como viu seu amigo nos 30 minutos que passou com ele. Estava "abatido e muito pálido" e sofria "terrivelmente por causa de um câncer de próstata terminal", além de estar "horrorizado" pelo "sangrento avanço dos militares", escreveu. Horas após sua visita e após receber uma injeção que supostamente continha um calmante, Neruda entrou em um coma do qual não saiu mais. O poeta morreu em 23 de setembro, um domingo. Um dia depois partiria para o exílio no México. EFE frf/tr

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