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Julgamento de acusados por massacre do Carandiru recomeça na segunda-feira

Internacional|Do R7

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São Paulo, 14 abr (EFE).- O julgamento de 26 policiais militares acusados pela morte de 15 presos no complexo penitenciário do Carandiru - durante operação que resultou no massacre de 111 detentos há mais de 20 anos -, adiado na semana passada porque uma integrante do júri passou mal antes da primeira audiência, será reiniciado nesta segunda-feira. O juiz responsável pelo caso, José Augusto Nardy Marzagão, deverá sortear sete novos jurados, de uma lista de 25 candidatos, e recomeçar o julgamento com a leitura das acusações feitas aos 26 PMs. Na semana passada, enquanto Marzagão apresentava as acusações, uma das cinco mulheres que fazia parte do júri popular se sentiu mal. Segundo os médicos do Tribunal de Justiça de São Paulo, ela "não tinha condições" de retornar à audiência, o que obrigou o juiz a adiar o julgamento. No total, 286 policiais participaram da operação no Carandiru, mas apenas 84 foram processados judicialmente. Como cinco desses indiciados já morreram, os outros 79 - o maior número de acusados para um único caso na jurisprudência brasileira - a Justiça determinou divisão dos reús em quatro grupos. Segundo a defesa, a ausência de testes de balística - fundamentais para especificar se os policiais acusados foram realmente responsáveis pelos disparos contra os presos - é um ponto positivo que aponta para a falta de provas. Nenhum PM morreu durante a operação realizada no dia 2 de outubro de 1992. Apenas 11 policiais se feriram, atacados pelos presos com facas e paus. No entanto, a versão oficial da polícia é de que o complexo penitenciário foi invadido pois os detentos rebelados tinham armas de fogo. O coronel da Polícia Militar que dirigiu a operação, Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão em 2001, mas não chegou a cumprir pena. Ele se dedicou à política e foi deputado estadual até 2006, quando foi absolvido. Alguns meses após receber a nova sentença, o coronel foi assassinado dentro de seu apartamento, e sua namorada, a principal suspeita de sua morte, foi inocentada do crime por falta de provas. Além disso, o então diretor do presídio, José Ismael Pedrosa, foi assassinado a tiros em 2005. As autoridades atribuíram o crime a facção criminosa que se formou nos presídios paulistas após o massacre. A prisão do Carandiru foi parcialmente demolida em 2002 para a construção de um parque ecológico, duas escolas técnicas e uma biblioteca. EFE wgm/apc-dk

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