Julgamento de Mursi é adiado para amanhã
Internacional|Do R7
Cairo, 4 fev (EFE).- O tribunal do Egito, que julga o presidente deposto Mohammed Mursi por seu envolvimento na morte de manifestantes em dezembro de 2012, decidiu fixar para esta quarta-feira uma nova sessão para tomar depoimento dos responsáveis de segurança. Hoje, na quarta sessão do julgamento, no qual também são processados 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana, o juiz Hassan Sabri Youssef pediu o comparecimento amanhã de três altos comandantes da Guarda Republicana, testemunhas de acusação, informaram à Agência Efe fontes judiciais. O Tribunal Penal do Cairo ordenou, além disso, que um comitê de especialistas em radiodifusão apresente um relatório em 1 de março sobre as imagens filmadas dos incidentes de que Mursi é acusado. As imagens dos enfrentamentos entre partidários e opositores de Mursi em frente ao palácio presidencial de Al Itihadiya foram apresentadas pela Procuradoria Geral como provas condenatórias. Junto ao presidente deposto, estão sendo processados o vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ) - braço político da Irmandade - Essam el-Erian, e o membro de seu Executivo Mohamed Beltagy. Mursi, deposto por um golpe de Estado em 3 de julho de 2013, foi transferido de helicóptero da prisão de Burj Al-Arab, no nordeste do Egito, à Academia da Polícia, nos arredores do Cairo, onde acontece o julgamento. Os demais acusados chegaram à sessão, que foi muito breve, em veículos blindados da penitenciária de Tora. A audiência aconteceu com tranquilidade, embora perante o temor dos protestos convocados pelos islamitas, a Academia da Polícia esteve rodeada por um amplo desdobramento de forças de segurança. A Irmandade Muçulmana qualificou o processo de "farsa" realizada pela "justiça golpista", em alusão a fato dos magistrados supostamente defenderem as novas autoridades e o golpe militar do julho do ano passado. Mursi enfrenta outros processos por fugir de uma prisão durante a revolução de janeiro de 2011, que derrubou o presidente Hosni Mubarak, por entregar informação confidencial a países e organizações estrangeiras, como o movimento islamita palestino Hamas, e por insultar o judiciário. EFE aj/cdr











