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Julian Assange parece estar em bom estado de saúde em entrevista à CNN

Na quarta-feira, o Equador disse estar "muito preocupado" com a saúde de Assange

Internacional|Do R7

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Assange discursar na varanda da Embaixada do Equador em Londres, InglaterraAssange no Equador
Assange discursar na varanda da Embaixada do Equador em Londres, InglaterraAssange no Equador

Julian Assange, refugiado há quatro meses na embaixada do Equador em Londres, parece estar em bom estado físico, segundo as imagens de uma entrevista à rede de televisão CNN transmitida na sexta-feira (26) à noite, mas gravada na quarta-feira (24), dia em que Quito afirmou estar "muito preocupado" com a saúde do fundador do WikiLeaks.

Nas imagens, o australiano não parece ter perdido peso e responde com voz firme as perguntas feitas a ele.


Assange reiterou à CNN que viver em uma embaixada é "um pouco como viver em uma estação espacial". "Não há luz natural (...) Mas estive na cela de isolamento (em dezembro de 2010 na Grã-Bretanha) e sei como é a vida dos presos. Isto é muito melhor", acrescentou em um elegante salão da embaixada.

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Na quarta-feira, dia em que a entrevista foi gravada, o Equador disse estar "muito preocupado" com o estado de saúde de Assange.

"Assange emagreceu muito e estamos muito preocupados com sua saúde", disse o vice-ministro equatoriano das Relações Exteriores, Marco Albuja, à rádio A Voz da Rússia.


"Se ele ficar doente, precisará escolher entre duas alternativas: tratá-lo na embaixada ou hospitalizá-lo. É uma situação muito séria e pode afetar os direitos de Assange", acrescentou na quarta-feira o diplomata durante uma visita a Moscou.

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse na sexta-feira que o caso enfrentado por seu país com a Grã-Bretanha pelo asilo político do fundador do WikiLeaks tem uma solução simples: que um procurador sueco o interrogue na embaixada equatoriana em Londres.

O Equador concedeu asilo a Assange no dia 16 de agosto. O fundador do WikiLeaks é acusado de abusos sexuais na Suécia e teme que, ao chegar a este país, seja extraditado aos Estados Unidos, onde pode ser processado por ter revelado documentos diplomáticos secretos americanos.

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