Junta médica que investiga morte de Nisman encontra marcas em seu corpo
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 14 mai (EFE).- Os especialistas legistas reunidos em uma junta médica para revisar as provas sobre a morte do promotor argentino Alberto Nisman determinaram que o corpo apresentava uma marca em uma perna e um hematoma na cabeça, embora se desconheça se foram autoprovocados, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Segundo fontes da investigação consultadas pelo jornal "Clarín", a análise dos testes legistas realizados pela junta médica determinou que uma mancha esverdeada e um pequeno corte na parte interna da perna esquerda de Nisman foram causados por um golpe, embora não tenha definido se ele mesmo o fez ou foi resultado da ação de outra pessoa. Também foi descoberto um hematoma na cabeça, que não tinha sido registrado até agora porque não tinha sido notado no exame externo do corpo, embora os especialistas também não tenham definido se foi consequência do impacto em sua queda ao chão após o tiro na cabeça ou porque alguém lhe atacou. Nisman foi encontrado morto com um tiro na têmpora no dia 18 de março, quatro dias após ter denunciado a presidente argentina, Cristina Kirchner, por suposto encobrimento dos iranianos suspeitos de planejar o atentado contra a associação judia Amia em 1994, que causou 85 mortos, denúncia que foi rejeitada pela Justiça. A promotora do caso, Viviana Fein, decidiu reunir a junta médica, composta por especialistas de todas as partes envolvidas na causa, para tentar aproximar posturas sobre as circunstâncias da morte de Nisman. A investigação oficial traz dados que poderiam induzir ao suicídio, enquanto os peritos da denúncia liderados pela ex-mulher de Nisman, a juíza Sandra Arroyo Salgado, sustentam que foi assassinado. Nem sequer concordam na data da morte, que segundo os peritos oficiais foi no mesmo dia 18 e que os especialistas da denúncia estabelecem como um dia antes. Os trabalhos da junta médica começaram no dia 27 de abril com o objetivo de esclarecer 24 pontos da perícia propostos por Fein e está previsto que seu relatório definitivo esteja pronto nesta sexta-feira, mas sem acordo nas conclusões entre os peritos das diferentes partes, segundo detalharam à Efe fontes da Promotoria. Fein espera, além disso, os resultados do relatório de criminalística ordenado pela investigação, que poderia estar terminado na próxima semana, sobre perícias não relacionadas com a autópsia, como a trajetória das manchas de sangue do banheiro onde o promotor morreu, a posição do corpo ao receber o tiro ou se foi realizado com a porta do quarto fechada ou não. EFE ngp/ma













