Junta militar da Tailândia intima mais políticos após assumir governo
Internacional|Do R7
Bangcoc, 27 mai (EFE).- A junta militar da Tailândia intimou nesta terça-feira 16 políticos, um dia depois de o rei Bhumibol Adulyadej dar o sinal verde para que ela assumisse o governo após os militares tomarem o poder em um golpe de estado. Entre eles estão o ex-presidente do parlamento, Ukrit Mongkolnavin e políticos não vinculados com nenhuma dos grupos enfrentados, como o populista ex-dono de prostíbulos, Chuwit Kamolvisit. Os militares também convocarão líderes do movimento contra o governo que nos últimos sete meses protestaram contra o executivo em manifestações que deixaram 28 mortos e 800 feridos e que provocaram a intervenção do exército. Desde sexta-feira, os militares intimaram mais de 200 políticos, aliados e colaboradores do governo deposto, intelectuais, acadêmicos, ativistas e jornalistas, a maioria deles detidos temporariamente. Nos últimos dias os militares também convocaram os diretores de 18 jornais, que receberam indicações sobre como devem informar, e grandes empresários, aos quais os militares pediram neutralidade e ajuda para tranquilizar os investidores estrangeiros. O chefe do exército, o general Prayuth Chan-Ocha, foi confirmado formalmente ontem pelo rei como líder do Conselho Nacional para a Paz e a Ordem, nome oficial do novo regime. Prayuth defendeu a intervenção do exército como necessária após meses de protestos por causa do risco iminente de uma explosão da violência entre partidários e opositores do governo. O general garantiu que serão organizadas eleições gerais tão em breve quanto possível e se restabeleça a calma, mas evitou indicar prazos. A junta militar, que nos últimos dias afiançou seu poder com a dissolução do Senado e a expulsão de altos cargos da polícia, tinha anunciado a intenção de promover um processo de reformas políticas e econômicas. EFE jcp/cd












