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Jurada passa mal, e julgamento do massacre de Carandiru é adiado por 1 semana

Internacional|Do R7

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São Paulo, 8 abr (EFE).- O julgamento de 26 policiais militares acusados pela morte de 15 presos no complexo penitenciário do Carandiru - durante operação que resultou no massacre de 111 detentos há mais de 20 anos -, que teve início nesta segunda-feira, foi adiado para a próxima semana porque uma integrante do júri passou mal antes da primeira audiência. O juiz José Augusto Nardy Marzagão decidiu adiar para a próxima segunda-feira o início do julgamento depois que o serviço médico do Tribunal de Justiça em São Paulo atestou que uma das cinco mulheres do júri popular, integrado por sete pessoas, "não tinha condições" de retornar à audiência. Como o incidente ocorreu antes da primeira sessão plenária, na qual algumas das testemunhas da defesa seriam ouvidas, a jurisprudência estabelece que o juiz deverá convocar novamente 25 candidatos para a formação de um novo júri popular. O julgamento começou hoje, duas horas depois do horário previsto, com o sorteio que determinou os sete jurados (cinco mulheres e dois homens) e com a leitura das acusações. Dos 26 réus, apenas dois não se apresentaram e também não justificaram a ausência. A jurada responsável pelo adiamento começou a passar mal no momento da leitura das acusações, confirmou o juiz. A advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza disse aos jornalistas que o adiamento não deve prejudicar a sentença, e que acredita na absolvição dos réus por falta de provas técnicas. Segundo ela, a ausência de testes de balística - fundamentais para especificar se os policiais acusados foram realmente responsáveis pelos disparos contra os presos - é um ponto positivo para a defesa. No total, 286 policiais participaram da operação no Carandiru, mas apenas 84 foram processados judicialmente. Outros cinco policiais que tinham sido indiciados já morreram. "Nem todos dispararam e mataram", ressaltou Ieda. Pela quantidade de acusados, o maior número na jurisprudência brasileira para um único caso, a Justiça determinou divisão deles em quatro grupos. As próximas etapas do julgamento que determinará a responsabilidade penal dos demais acusados estão previstas para este ano, anunciou hoje o Ministério Público. O coronel da Polícia Militar que dirigiu a operação, Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão em 2001, mas não chegou a cumprir pena. Ele se dedicou à política e foi deputado estadual até 2006, quando foi absolvido. Alguns meses após receber a nova sentença, o coronel foi assassinado dentro de seu apartamento. A advogada de defesa alegou que se ele foi absolvido, a Justiça deveria, "por extensão", fazer o mesmo com os demais acusados. EFE wgm/apc/id

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