Júri ordena Palestina a pagar US$ 218 milhões a vítimas de ataques em Israel
Internacional|Do R7
(Atualiza com reação da ANP). Nova York, 23 fev (EFE).- Um júri federal de Nova York ordenou nesta segunda-feira que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) paguem mais de US$ 218 milhões a vítimas de vários atentados registrados em Israel entre 2002 e 2004. O tribunal considera que as duas entidades tiveram responsabilidade nos ataques, dando a razão a um grupo de vítimas americanas que reivindicaram uma compensação pela via civil, segundo informa a imprensa dos Estados Unidos. A compensação econômica decidida hoje poderia triplicar-se por tratar-se de atuações consideradas terroristas sob a legislação americana. Ao saber da decisão do tribunal federal nova-iorquino, o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidido pelo primeiro-ministro Rami Hamdala, expressou sua "decepção" em comunicado divulgado através da agência oficial "Wafa". "Confiamos no sistema judiciário dos EUA, e temos certeza de nossa postura e firme posição", destaca o comunicado, no qual se assegura que os organismos competentes tanto da ANP como da OLP recorrerão da sentença. O governo palestino considera que este processo representa um "abuso do sistema legal nos Estados Unidos", e que o veredicto de condenação de ambas entidades palestinas "justifica o extremismo do governo israelense e a interrupção dos esforços para alcançar a solução de dois Estados e o aumento de assentamentos ilegais". "Esta decisão é uma resposta trágica aos milhões de palestinos que investiram na democracia e no Estado de direito a fim de buscar a justiça, assim como reparar as injustiças à qual estão expostos" pela ocupação, conclui o comunicado. O veredicto do júri põe fim a uma batalha legal que se prolongou durante cerca de uma década e que finalmente chegou a julgamento este ano em um tribunal de Manhattan. O pleito foi iniciado por mais de 40 vítimas americanas de sete ataques realizados ao redor de Jerusalém na segunda Intifada, nos quais morreram 33 pessoas e outras muitas ficaram feridas. Os litigantes se ampararam na Lei Antiterrorista de 1991, uma legislação federal que permite que as vítimas americanas de atentados terroristas internacionais possam interpor ações em cortes federais. EFE mvs/rsd













