Logo R7.com
RecordPlus

Justiça egípcia condena membro da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua

Internacional|Do R7

  • Google News

(Corrige e atualiza as sentenças impostas). Cairo, 3 set (EFE).- Um tribunal militar da cidade egípcia de Suez condenou nesta terça-feira à prisão perpétua um suposto membro da Irmandade Muçulmana e outros 51 islamitas a penas entre cinco e 15 anos de prisão por cometerem atos de violência durante os protestos do mês passado. Fontes judiciais afirmaram à Agência Efe que três dos condenados receberam penas de 15 anos de prisão, um de dez, e 47 de cinco, segundo dados confirmados pelo Partido Liberdade e Justiça (braço político da Irmandade), que também afirmou que 12 processados foram absolvidos. Em um primeiro momento, tanto a imprensa oficial egípcia como fontes judiciais informaram à Efe divulgaram que eram 11 os condenados à prisão perpétua, um erro que, segundo as fontes, se originou na versão oferecida pelos advogados da defesa. Entre os condenados há, além de integrantes da Irmandade, simpatizantes do grupo radical Gamaa al Islamiya, responsável por vários atentados terroristas na década de 1990, até abdicar da violência em 2003. Os islamitas foram sentenciados por terem destruído nove veículos militares e agredido soldados, assim como atacado e incendiado igrejas em Suez. Também foram acusados de instigar à violência, propagar o caos e atacar instituições públicas durante as manifestações. Uma onda de violência explodiu no último dia 14 de agosto por causa do desmantelamento de acampamentos que eram mantidos pelos seguidores de Mursi contra o golpe militar, o que causou a morte de mais mil de pessoas em todo o país. Por lei, um tribunal militar é o encarregado de julgar aqueles casos relacionados com ataques contra as forças militares. Vários líderes e integrantes da Irmandade foram detidos desde o golpe do exército que depôs o presidente Mohammed Mursi, que era membro da Irmandade Muçulmana até assumir o poder em junho de 2012. Entre os detidos está o guia espiritual da confraria, Mohammed Badía, que enfrenta acusações por incitar à violência, e o próprio Mursi, que se encontra detido pelos militares em um local desconhecido e que é acusado de ter ordenado a morte de manifestantes que protestavam em dezembro contra sua decisão de blindar seus poderes frente à Justiça. As autoridades sustentam que estão realizando uma luta contra o terrorismo e reforçaram a segurança no país prevendo novas manifestações, como as que foram convocadas hoje pela Irmandade Muçulmana e outros grupos afins. EFE aj-mv/cd/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.