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Justiça italiana estuda extradição do ex-diretor de Banco do Brasil

Internacional|Do R7

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Roma, 5 jun (EFE).- O Tribunal de Apelação de Bolonha estuda nesta quinta-feira a possível extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, detido em fevereiro em Módena (norte da Itália), onde permanecia foragido após fugir do Brasil. Segundo a imprensa italiana, para esta audiência a portas fechadas a Procuradoria-Geral da República (PGR) mandou os procuradores Vladimir Aras e Eduardo Pelella para acompanhar o caso. A defesa será feita por um escritório de advocacia contratado pela Advocacia-Geral da União (AGU). No julgamento, Pizzolato - de 61 anos e com dupla nacionalidade brasileira e italiana - foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Ele responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude por sua participação em uma rede de corrupção montada por membros do PT durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em setembro do ano passado, dois meses antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenar sua prisão, Pizzolato fugiu à Itália. Sua prisão aconteceu em 5 de fevereiro em Maranello, na província de Modena, em uma operação coordenada pela Interpol e pelos Carabineiros (policia militar italiana). Pizzolato estava escondido, junto com sua mulher, na casa de um sobrinho. Ele usava passaporte falso com sua foto e os dados de um irmão morto. Henrique Pizzolato deveria ter sido o primeiro dos 25 condenados pelo caso a entrar na prisão em 13 de novembro do ano passado, mas quando a polícia foi a sua casa não o encontrou. Segundo as investigações, Pizzolato chegou à Itália vindo do Paraguai. Desde sua detenção, permaneceu na prisão de Sant'Anna, em Módena, dado que a Justiça italiana determinou que havia perigo de fuga e à espera de sua possível extradição. Durante uma audiência realizada dois dias após sua prisão, Pizzolato explicou aos juízes as razões pelas quais tinha fugido. Entre os condenados que começaram a cumprir suas penas estão o ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu; o ex-presidente do partido José Genoino; e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. EFE gsm/cdr

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