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Justiça processa vice-presidente da Argentina por corrupção

Amado Boudou tem recebido apoio do governo argentino 

Internacional|Do R7

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Amado Boudou acenou para simpatizantes antes de entrar no tribunal em Buenos Aires
Amado Boudou acenou para simpatizantes antes de entrar no tribunal em Buenos Aires

Um juiz indiciou o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, por "suborno" e "negociações incompatíveis" em um caso de corrupção relacionado com a impressão de papel oficial quando ele era ministro da Economia, indicaram fontes judiciais sexta-feira (27) à noite.

O segundo no governo de centro-esquerda da presidente Cristina Kirchner se torna, dessa forma, o primeiro vice-presidente em funções da história da Argentina a ser processado em um caso de corrupção. Boudou está em viagem a Cuba e pretende retornar ao país na próxima semana.


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Antes de viajar, o vice-presidente pediu ao juiz na sexta-feira à tarde uma audiência para estender o seu testemunho em uma corte federal que investiga a compra da empresa Ciccone Calcográfica, única emissora de cédulas e documentos oficiais do país.


"Boudou, aproveitando sua posição como funcionário público, e (os demais réus) Nuñez Carmona, teriam acordado com Nicolás e Héctor Ciccone, e William Reinwick a transferência de 70% da empresa Ciccone Calcográfica em troca da realização de atos necessários para que a empresa pudesse voltar a operar e contratar com a administração pública", afirma o texto da sentença, de 333 páginas.

Além de Boudou, o juiz Ariel Lijo também acusou um sócio e um suposto laranja da operação, assim como outros três envolvidos no caso, segundo o CIJ (Centro de Informação Judicial), o site oficial das notícias do judiciário na Argentina.


A decisão do juiz impõe aos seis envolvidos um "processo sem prisão preventiva" e ordenou o embargo de 200 mil pesos (cerca de US$ 25 mil) sobre os bens de Boudou, de acordo com a mesma fonte que divulgou o indiciamento à meia-noite deste sábado.

Boudou, de 51 anos, havia declarado sua inocência durante uma audiência que se estendeu por sete horas no dia 9 de junho pela compra de uma empresa impressora de papel-moeda quando ocupava o cargo de ministro da Economia em 2010.


Até o momento, ele diz ser vítima de uma campanha da mídia e de setores econômicos, que buscam ofuscar o êxito do acordo alcançado no mês passado com o clube de Paris.

O juiz determinou que Boudou deverá ampliar sua defesa em 16 de julho, conforme solicitado pelo próprio vice-presidente.

Boudou tem recebido o apoio do governo Kirchner.

A intimação judicial indica que o vice-presidente, junto "com José María Núñez Carmona, teria adquirido a empresa falida e monopólica Ciccone Calcográfica quando era ministro da Economia (durante o primeiro mandato de Cristina Kirchner), por meio da sociedade The Old Fund e de Alejandro Vandenbroele, com o objetivo final de obter um contrato do Governo Federal para a impressão de documentos oficiais".

O ex-ministro da Economia, que se tornou vice-presidente em 2011, havia sido intimado a depor em 15 de julho. Ele pediu que a data fosse antecipada, alegando querer esclarecer o seu papel no caso o mais rápido possível.

Boudou negou em seu depoimento perante o juiz qualquer relação com Vanderbroele. Mas na resolução de sexta-feira, o juiz Lijo considera evidente a ligação entre Boudou e Vanderbroele.

Os outros réus no caso são Jose Maria Nuñez Carmona, Rafael Brenner Resnick, William e Nicholas Ciccone Reinwick.

Tanto Boudou como Nuñez Carmona e Vanderbroele são acusados de "corrupção passiva em concorrência fraudada", enquanto Ciccone e Reinwick foram processados por "corrupção ativa".

"Vale a pena travar essas lutas. Aqui o que está em jogo é saber se o poder está nas mãos de poucas pessoas que tomam as decisões", declarou o vice-presidente há quase quatro semanas.

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