Kerry chega ao Cairo na primeira escala de sua viagem pelo Oriente Médio
Internacional|Do R7
Cairo, 3 nov (EFE).- O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou neste domingo ao Cairo para uma visita de algumas horas, na primeira viagem de um alto funcionário dos Estados Unidos ao Egito desde a destituição do presidente islamita Mohammed Mursi. A viagem ao Cairo é a primeira escala dentro da viagem que levará Kerry nos próximos dias a oito países, entre eles Arábia Saudita, Israel e Jordânia. Na sua visita, Kerry se reunirá com as autoridades egípcias, segundo a televisão estatal, com o que tentará reativar as relações dos EUA com o país árabe, com o qual abordará outros assuntos como o conflito sírio e as negociações de paz entre israelenses e palestinos. "O presidente (Barack) Obama e o povo americano apoiam o povo egípcio, se trata de uma relação vital, e estamos preparados para ajudar nesta tremenda transformação que está acontecendo no Egito", disse Kerry em entrevista coletiva depois de se reunir com seu colega egípcio, Nabil Fahmi. Segundo o chefe da diplomacia americana, seu governo acredita que o povo egípcio poderá superar esta etapa e, por isso, se mostrou "decidido a apoiar e ajudar o governo interino atual". Kerry anunciou que o presidente provisório do Egito, Adly Mansour, escreveu recentemente uma carta a Obama na qual lhe oferecia abrir um "diálogo estratégico", algo que os Estados Unidos aceitaram. "Não é um segredo que foram tempos difíceis e que os últimos dois anos foram turbulentos, mas o povo egípcio demonstrou ao mundo sua fortaleza", disse. Apesar do congelamento de parte da ajuda americano ao Egito, principalmente de caráter militar, Kerry prometeu que os EUA "continuarão sua assistência" nos campos da saúde, no investimento privado e nas bolsas de estudos, mas também em sua "segurança fronteiriça e contra o terrorismo". Segundo fontes ligadas à administração americana, Washington prevê suspender uma transferência de US$ 260 milhões à vista e outros US$ 300 milhões em garantias de empréstimo, assim como a entrega de helicópteros Apache e caças F-16. No entanto, tratou de reduzir a importância do corte da ajuda econômica ao Egito - que foi recebido de forma desabrida pelas autoridades interinas - por considerar que a relação bilateral "não deveria definir-se pela assistência". Kerry condenou "qualquer ato de violência" no país, principalmente os atentados contra as forças de segurança, e ressaltou a importância de estabelecer um governo "civil, inclusivo e eleito democraticamente" e de elaborar uma Constituição "que proteja os direitos de todos os egípcios". EFE er-se-ir/rsd













