Kerry discorda de declaração de Erdogan, que considera sionismo um crime
Internacional|Do R7
Ancara, 1 mar (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, rejeitou nesta sexta-feira, em Ancara, a declaração do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, de que o sionismo é considerado crime contra a humanidade. "Temos uma opinião diferente da Turquia", disse o chefe da diplomacia americana em entrevista coletiva conjunta com seu colega turco, Ahmet Davutoglu. "É ineludível que a islamofobia, da mesma forma que o sionismo, que o anti-semitismo, assim como o facismo, comece a ser considerado um crime contra a humanidade", disse Erdogan na quarta-feira em Viena, durante o V Fórum da Aliança de Civilizações, uma declaração que Washington qualificou ontem de "ofensiva". Kerry admitiu que a habitual boa sintonia entre os Estados Unidos e a Turquia ficou mais "complicada" após os comentários de Erdogan e afirmou que tinha explicado sua postura com relação a isso em sua reunião com Davitoglu e, igualmente, se comprometeu a fazer a mesma coisa na reunião que terá ainda hoje com o primeiro-ministro turco. O secretário de Estado lembrou, no entanto, que tanto Israel como a Turquia são "aliados vitais" para os Estados Unidos, e assegurou que trabalha para que ambos os países superem o atual discurso de enfrentamento e voltem a cooperar. Davutoglu, por sua vez, ressaltou que a Turquia sempre combateu o racismo e o anti-semitismo e que sua aliança com Israel só foi rompida por causa do incidente de "Mavi Marmara" em 2010, quando forças de elite israelenses invadiram um navio que tentava romper o bloqueio de Israel à Gaza, quando morreram oito cidadãos turcos e um americano durante a operação. A divisão de posturas não impediu que Kerry e Davutoglu mostrem um cordial acordo sobre a similaridade de suas opiniões com relação ao conflito sírio. Ambos se comprometeram a trabalharem a fundo com a oposição síria para "salvar vidas e acabar com a violência", nas palavras de Kerry. EFE DT-iut/ff











