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Kerry inicia giro por Oriente Médio e Ásia em viagem ofuscada por crises

Internacional|Do R7

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O secretário de Estado americano, John Kerry, viajava neste sábado para a Turquia, onde começará um amplo giro dominado por várias das principais crises mundiais: o conflito na Síria, o processo de paz no Oriente Médio e as ameaças da Coreia do Norte.

Depois que um problema na porta do avião atrasou seu voo, Kerry partiu da base da Força Aérea Andrews rumo a Istambul, onde se reunirá no domingo com o ministro turco das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, para discutir o conflito na Síria.


Em seguida, fará sua terceira viagem ao Oriente Médio desde que assumiu como chefe da diplomacia americana, em fevereiro.

Por fim, têm crescido as expectativas no sentido de que o governo americano esteja pronto para relançar algum tipo de ação diplomática que reviva o moribundo processo de paz entre palestinos e israelenses, parado desde o final de 2010.


No entanto, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, advertiu nesta quinta que "não esperaria que o secretário apresente um plano".

Kerry se encontrará com o presidente palestino, Mahmud Abbas, e com o premier israelense, Benjamin Netanyahu, respectivamente no domingo e na segunda, depois da visita que fez no mês passado, acompanhando o presidente Barack Obama.


"Mas também vai deixar claro que as próprias partes têm que querer voltar à mesa (de negociações), que se trata de uma escolha que têm que fazer e que também devem reconhecer, as duas partes, que terão que assumir compromissos e fazer sacrifícios se vamos poder ajudar", acrescentou Nuland.

Depois das reuniões em Israel, Kerry se dirigirá a um encontro de ministros das Relações Exteriores do G8 em Londres, antes de partir rumo à Ásia para sua primeira viagem à região desde que foi nomeado.


O giro de Kerry pela Ásia será ofuscada pelas ameaças nucleares crescentes da Coreia do Norte nas últimas semanas.

Pyongyang anunciou nesta semana sua intenção de reativar um reator nuclear desligado em 2007, afirmou que seu exército tem permissão para atacar a Coreia do Sul e os Estados Unidos e advertiu as embaixadas do seu país para que retirem seus funcionários, dizendo que não poderá garantir sua segurança a partir de 10 de abril, caso o conflito se deflagre.

O aumento das tensões ocorre em um momento em que Seul confirma que Pyongyang transportou de trem, no começo da semana, dois mísseis Musudan de médio alcance para a costa leste do país, onde foram instalados em veículos equipados com um dispositivo de tiro.

A Casa Branca disse nesta sexta-feira que não se surpreenderia que a Coreia do Norte lançasse um míssil.

"Vimos lançarem mísseis no passado e encaixaria em seu atual padrão de retórica e ações bélicas, inúteis e não construtivas", disse Jay Carney, porta-voz da Casa Branca.

Espera-se que Kerry tente pressionar a China, um dos poucos aliados da Coreia do Norte, para que use sua influência para deter o novo líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

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