Kerry: promessa de Assad de renunciar a armas químicas não é suficiente
Internacional|Do R7
Genebra, 12 set (EFE).- O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, disse nesta quinta-feira que "as palavras" do regime de Bashar al Assad da intenção de renunciar ao arsenal químico "não são suficientes" e que espera trabalhar junto da Rússia para que isto realmente aconteça. Sobre o pedido de hoje do governo da Síria de aderir à Convenção Internacional sobre a Proibição de Armas Químicas, Kerry lembrou que neste caso Damasco não pode ambicionar "um processo padrão por causa do modo como o regime se comportou , negando a existência destas armas". Kerry acrescentou que chegou a Genebra para "juntos (com a Rússia) pôr a prova a vontade do regime sírio de cumprir suas promessas" e enfatizou que embora os Estados Unidos estejam comprometidos com as negociações, mantém aberta a opção militar como meio de pressionar o regime sírio. "Só a ameaça crível da força levou o regime a reconhecer pela primeira vez que tem um arsenal e que está disposto a renunciar a ele", afirmou o secretário de estado americano. Sem antecipar os detalhes da proposta russa, Kerry considerou que a melhor alternativa é retirar - EUA e Rússia juntos - todas as armas químicas que houver na Síria, assim como determinar, com Lavrov e os analistas na questão que os acompanham, "a real capacidade de colocá-las sob controle internacional, tirá-las da Síria e destruí-las para sempre". Kerry disse que este é um momento histórico nos esforços contra a proliferação de armas de destruição em massa: "se conseguirmos vidas serão salvas e diminuirão as ameaças na região". Para isso, disse que o plano que discutirá hoje e amanhã com Lavrov para acabar com as armas químicas na Síria "tem que ser real, integral, verificável, crível, oportuno e capaz de ser implementado em um período apropriado". E enfatizou que "deve haver consequências" se o regime de Bashar al Assad não cumprir seus compromissos. "As expectativas são altas para nós e seguramente também para a Rússia", finalizou o chefe americano de Relações Exteriores. EFE is/cd











