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Kim, Moon, Trump e a Acnur estão entre favoritos ao Nobel da Paz

Presidente dos EUA, líderes coreanos e agência de refugiados da ONU lideram apostas para receber o prêmio nesta sexta (5)

Internacional|Cristina Charão, do R7

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Kim e Moon se abraçam em cúpula realizada em abril
Kim e Moon se abraçam em cúpula realizada em abril

Os nomes dos líders coreanos Kim Jong-Un e Moon Jaen-in aparecem em listas de prováveis vencedores do Nobel da Paz 2018, ao lado de Donald Trump e da Acnur (Agência das Nações Unidas para os Refugiados). O prêmio será entregue sexta-feira (5), em Oslo, na Noruega.

Como a lista de indicados é mantida em segredo, não é possível saber exatamente quem concorre ao prêmio, que reconhece a maior contribuição para a paz mundial. Sabe-se, no entanto, que são 311 concorrentes. Destes, 216 são indivíduos e 115 são organizações.


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Ainda assim, diversas casas de apostas abrem concursos para quem tenta adivinhar o resultado da premiação.

De acordo com a revista USA Today, o site especializado Oddchecker reuniu dados de vários sites de apostas e indicou os líderes coreanos Kim e Moon como os favoritos, pelos avanços nas relações entre os dois países que, oficialmente, ainda estão em guerra desde a década de 50.


O presidente Donald Trump também apareceria na lista para formar um possível trio de vencedores, justamente pelas conversas com Kim Jong-un e a mediação dos encontros com Moon.

Já a Acnur tem seu trabalho na proteção dos direitos dos milhões de refugiados em todo o mundo destacado, especialmente com o acirramento de crises humanitárias como as da Síria, Mianmar, Sudão do Sul e também na Venezuela.


Outra organização bem cotada é a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis, na sigla em inglês). O trabalho em defesa das liberdades individuais e, principalmente, a defesa dos imigrantes e refugiados nos EUA foi ressaltado por abusos cometidos justamente no governo do supostamente também candidato ao Nobel, Donald Trump.

O primeiro Nobel da Paz foi entregue em 1901. De lá para cá, foram premiados estadistas envolvidos na resolução de conflitos internacionais, como Shimon Peres, Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, em 1994.


Questões ambientais também já foram consideradas para decidir o prêmio, como em 2004, quando a queniana Wangari Maathai, responsável por projeto de plantio de árvores e retomada do papel da mulher na agricultura na África, e em 2007, quando premiado foi o ex vice-presidente dos EUA, Al Gore.

O combate a pobreza também já deu o Nobel da Paz, em 2006, ao bengalês Mohamed Yunus e seu banco de microcréditos Grameen Bank.

Em 2014, a jovem paquistanesa Malala Yousafzai recebeu o prêmio, ao lado do indiano Kailash Satyarthi, pela defesa do direito à educação de crianças e jovens, especialmente as meninas.

No ano passado, a Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares, recebeu o Nobel da Paz.

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