Logo R7.com
RecordPlus

Kirchnerismo consegue seu primeiro triunfo antes das eleições presidenciais

Internacional|Do R7

  • Google News

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- O kirchnerismo comemorou nesta segunda-feira seu triunfo no primeiro teste eleitoral do ano na Argentina após a contundente vitória de seu candidato nas primárias da província de Salta, com a esperança que esse resultado se repita no processo que terminará nos pleitos presidenciais de outubro. Juan Manuel Urtubey superou as previsões das enquetes e conseguiu 47% de votos nas primárias para o governo de Salta, com uma contundente vantagem de 13 pontos sobre seu rival direto, Juan Carlos Romero, da Frente Renovadora, liderada pelo peronista dissidente e candidato presidencial, Sergio Massa. Urtubey, governador de Salta desde 2007, concorrerá, com grandes possibilidades de ganhar, a um terceiro mandato nas eleições provinciais de maio. Embora o candidato da Frente Renovadora tenha vencido na capital da província e apesar de se tratar de eleições primárias, o kirchnerismo celebrou o triunfo do governador como o início de uma tendência que espera consolidar durante o longo processo eleitoral que a Argentina viverá este ano. "Salta não volta atrás, vai para frente. E aqui de Salta vamos contribuir para que a Argentina também não volte ao passado", disse Urtubey, a quem a maioria das pesquisas colocavam em uma situação de empate técnico com Romero antes do pleito. "O que se expressou em Salta é o que sinto que vamos ver também em nível nacional. Acreditamos que o povo argentino votará no mesmo sentido: o confiável, o da superação", afirmou hoje o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, o melhor posicionado dos pré-candidatos presidenciais pelo governo. Os governistas, aliás, não parecem se abalar nem com as acusações de fraude lançadas pelo candidato da Frente Renovadora, que ameaça impugnar as primárias de Salta. "É um assunto que não nos preocupa", afirmou hoje o chefe de gabinete do Executivo de Cristina Kirchner, Aníbal Fernández, que considerou "mais que auspicioso" o triunfo kirchnerista no norte do país. Apesar do golpe representado pela derrota de seu aspirante ao governo, a Frente Renovadora tem também motivos para comemorar com a vitória de seu candidato à prefeitura da capital da província. Por outro lado, o grande perdedor da jornada foi o conservador Proposta Republicana (Pró), liderado pelo prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, que se aliou com a opositora União Cívica Radical (UCR) para somar apoios no processo eleitoral. A próxima parada do maratonista calendário eleitoral argentino será no dia 19 de abril, com as primárias de Mendoza (oeste) e Santa Fé (centro). Uma semana depois, em 26 de abril, será a vez das primárias na capital Buenos Aires, onde a eleição à prefeitura será realizada em 15 de julho. Esse pleito colocou no olho do furacão o governante Pró, profundamente dividido entre os dois candidatos a suceder Macri no governo de Buenos Aires: a senadora Gabriela Michetti e o chefe de gabinete, Horacio Rodríguez Larreta. A disputa interna está desgastando o partido e pode custar caro inclusive para o próprio Macri, que já se inclinou publicamente a favor de Rodríguez Larreta. Os resultados desta série de pleitos primários provinciais impactarão diretamente nas primárias nacionais, de 9 de agosto. O kirchnerismo ainda não definiu seus aspirantes entre um leque que inclui Scioli, o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo, e o próprio chefe de gabinete, Aníbal Fernández. Após este processo, no dia 20 de setembro começará a campanha para os pleitos gerais, nos quais se elegerá presidente, se renovará parte do parlamento e, pela primeira vez por voto popular, se decidirão os representantes argentinos do parlamento do Mercosul. Até agora, nenhum dos três favoritos para suceder Cristina Kirchner nas presidenciais de 25 de outubro, o kirchnerista Scioli, o renovador Massa e o conservador Macri, conseguiu se distanciar com uma vantagem significativa nas enquetes. Além disso, a presidente, que não pode concorrer a um terceiro mandato por impedimento constitucional, não desfez a incógnita sobre seu futuro após deixar o poder. EFE mar/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.