Logo R7.com
RecordPlus

Kremlin pede que oposição extremista da Síria seja excluída de negociações

Internacional|Do R7

  • Google News

Moscou, 1 out (EFE).- O diálogo entre o governo e a parte moderada da oposição síria é possível se forem excluídos das negociações de paz os rebeldes extremistas, afirmou o chefe da administração da Presidência da Rússia, Sergei Ivanov, em entrevista publicada nesta terça-feira por vários meios da imprensa russa. "O Ocidente começa a entender que provavelmente é preciso dividir a oposição (síria). Deixar de lado as tentativas de convencer a Al Qaeda e outros extremistas para falar de (conferência de paz de) Genebra. E ao mesmo tempo não armar (os rebeldes)", recomendou Ivanov, um dos homens fortes do Kremlin. O chefe da administração do presidente russo, Vladimir Putin, opinou que atualmente "já não existe guerra entre governo e oposição", porque esta última "é formada por pelo menos cinco grupos que não dependem uns dos outros e que frequentemente se odeiam". Se o Ocidente "armar o chamado exercito popular sírio, integrado por sírios que lutam contra Assad, não há garantias de que essas armas não vão parar nas mãos da Al Qaeda", mais forte que a oposição interna, segundo Ivanov. "Mas, mesmo se nos abstrairmos disso, podemos começar dividindo a oposição síria em duas partes e convidar para as negociações em Genebra tanto os representantes de Assad como a oposição mais prudente, por assim dizer. E começar o diálogo", afirmou. Ivanov também lembrou que 2014 é o ano das eleições presidenciais na Síria, segundo a Constituição do país árabe. "Certamente, falar de liberdade de escolha na Síria é inocente e irrisório, mas já que concordamos em reconhecer os princípios democráticos, tratemos de organizar eleições honestas", propôs o funcionário do Kremlin. A Rússia vai considerar como eleições válidas, "inclusive se forem" como as últimas no Afeganistão, se antes "forem estabelecidas as regras do jogo". "Nas últimas eleições (afegãs) as cédulas demoraram meio ano para serem transportadas no lombo de burros. E depois foram contadas", disse Ivanov. EFE aep/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.