Kuwait será sede de conferência entre países doadores para refugiados sírios
Internacional|Do R7
(Corrige título). Cairo, 13 jan (EFE).- A Liga Árabe anunciou neste domingo uma iniciativa do xeque kuwaitiano, Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, para realizar uma conferência de países doadores para a Síria, no dia 30 de janeiro, no Kuwait. Segundo a entidade, o encontro teria como objetivo "aliviar o sofrimento do povo sírio". Além disso, a Liga Árabe formará uma delegação, que irá ao Líbano, Jordânia e Iraque para comprovar a situação dos refugiados sírios e suas necessidades para, posteriormente, coordenar com as entidades pertinentes a entrega das doações. Em comunicado divulgado hoje após a reunião extraordinária de ministros árabes das Relações Exteriores, a Liga Árabe convocou "todas as partes" a colocarem fim nos ataques contra os campos de refugiados palestinos na Síria. Além disso, pediu que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) assuma sua responsabilidade com eles. Durante seu discurso na reunião, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Araby, lamentou que o regime de Damasco enfoque o conflito "a partir de um ponto de vista equivocado". O Governo do presidente sírio, Bashar al Assad "não se dá conta da natureza do movimento popular e insiste em tratar o tema como um assunto de segurança, por assim dizer uma conspiração internacional terrorista", explicou. Arabi afirmou considerar atualmente, que a única solução é uma intervenção firme do Conselho de Segurança, de acordo com o capítulo VII da Carta da ONU, para que possa haver uma saída política que leve a um regime democrático. O capítulo VII fala da imposição de sanções e o início de operações militares para frear a violência, em caso de ameaça a paz ou atos de agressão. O representante pan-árabe indicou que estudou este tema com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e com o enviado especial para a Síria, Lakhdar Brahimi. Arabi disse ainda que qualquer resolução do Conselho de Segurança deve incluir o desdobramento de forças de paz para garantir o fim da violência e proteger aos civis. Essa resolução, para o dirigente, deveria ser o ponto de partida para aplicar o acordo proposto em Genebra, dia 30 de junho, para um processo de transição pelo Grupo de Ação para a Síria, integrado pela China, Rússia, EUA, França, o Reino Unido, Turquia, a Liga Árabe, a ONU e a União Europeia. Esse acordo estabelece a criação de um "órgão de transição governamental", com participação do Governo de Al-Assad e os grupos de oposição, para pacificar o país. EFE er-mf/bg











