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Letta diz que Europa sofre uma 'crise de legitimidade'

Internacional|Do R7

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O novo chefe de Governo italiano, Enrico Letta, afirmou nesta segunda-feira que a Europa "sofre uma crise de legitimidade" e que a Itália não pode esperar mais para aplicar políticas que estimulem sua economia.

"A Europa sofre uma crise de legitimidade justo quando seus cidadãos mais precisam dela", afirmou no primeiro discurso na Câmara dos Deputados, durante o qual prometeu aplicar políticas para reativar a economia da Itália, em plena recessão.


"Será um governo europeu e europeísta", prometeu Letta, depois de anunciar uma rápida visita à sede da União Europeia (UE) em Bruxelas, a qual pediu que vire o "motor do crescimento duradouro" para os países do velho continente.

Letta anunciou que a Itália respeitará "os compromissos" adquiridos com a UE, mas afirmou que espera contar com "uma margem de manobra" para negociar com o objetivo de financiar políticas para reativar sua economia.


"Reduzir a pressão fiscal sem endividar-se será o objetivo do governo em todos os campos", completou.

O novo primeiro-ministro afirmou que seu governo dará prioridade a conter o "pesadelo do empobrecimento" da Itália. Para isto, vai reduzir os impostos aos trabalhadores com contratos permanentes, aos jovens e recém-contratados.


Letta apresentou no Parlamento seu programa de governo para sair da paralisia que afeta a terceira economia da Eurozona e que prejudica, sobretudo, as áreas mais frágeis da sociedade.

O político moderado ilustrou as principais linhas de seu programa no Parlamento e destacou a política econômica de seu governo de coalizão, fruto de uma inédita aliança entre as duas maiores forças políticas, de esquerda e de direita, com históricas divergências socioeconômicas.


O governo de Letta, de 46 anos, que durante vários anos foi o número dois do Partido Democrático, será submetido a um voto de confiança na Câmara dos Deputados ainda nesta segunda-feira.

Segundo a imprensa, Letta receberá o voto de confiança com relativa tranquilidade, pois os dois partidos que o apoiam anunciaram um voto em bloco a favor do novo governo.

kv/fp

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