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Libertada a advogada e ativista política iraniana presa há três anos

Internacional|Do R7

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Teerã, 18 set (EFE).- A advogada iraniana e defensora dos direitos humanos Nasrin Sotudeh, colaboradora da vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, foi libertada nesta quarta-feira após permanecer três anos presa, informou a agência estudantil de notícias iraniana, "Isna". Junto com Nasrin um grupo de ativistas, presos desde 2009, também foi libertado. Nasrin Sotudeh estava presa desde setembro de 2010 e cumpria uma pena de seis anos de prisão e dez de inabilitação para exercer a advocacia por atentar contra a segurança nacional, após ter representado opositores em acusações de fraude e protestos que se seguiram às eleições presidenciais de 2009. O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, celebrou a libertação de Nasrin Sotudeh, prêmio Sakharov à Liberdade de Consciência da Eurocâmara 2012. Schulz destacou "a luta pelo respeito aos direitos individuais e as liberdades para um Irã mais democrático". O presidente do PE mostrou sua satisfação por poder entregar em Estrasburgo o prêmio Sakharov que recebeu à revelia, como também ao diretor de cinema Jafar Panahi, que também não pôde receber o prêmio por estar em prisão domiciliar. Schulz disse que a libertação é um "sinal positivo" dado pelas autoridades iranianas, que o PE "reivindica a Teerã há muito tempo". A Anistia Internacional (AI) qualificou hoje a libertação dos ativistas de "primeiro passo". "Elas mostram uma evolução positiva, mas devem ser um primeiro passo que aplaine o caminho para a libertação de todos os presos de consciência que estão detidos por exercer pacificamente seus direitos", afirmou a AI em comunicado. Hassiba Hadj Sahraoui, vice-diretora da AI para o Oriente Médio e o Norte da África, ressaltou que as autoridades iranianas devem mostrar que a medida "é algo mais que um gesto simbólico". "Agora devem anular a sentença que a enviou a prisão, revogar a ordem que a impede viajar e o veto à prática de sua profissão, a advocacia", assinalou o responsável da AI. Para Anistia Internacional, "a libertação de Nasrin Sotoudeh e outros deve marcar uma inflexão fundamental na política iraniana sobre direitos humanos". EFE ar-lmi-gx/cd

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