Líbia entrega ao Egito um dos jihadistas mais procurados da África
Ashmawy é ex-militar egípcio acusado de participação em atentados no país árabe, incluindo a tentativa de assassinato do ex-ministro do Interior
Internacional|Da EFE

Exército Nacional da Líbia (LNA, na sigla em inglês) entregou Hisham al Ashmawy, um dos jihadistas de nacionalidade egípcia mais procurados do norte da África e capturado na cidade de Derna em outubro do ano passado, ao Egito.
O Egito exigia a entrega de Ashmawy desde sua captura em outubro. O jihadista é um ex-militar egípcio acusado de participação em diversos atentados no país árabe, entre eles a tentativa de assassinato do ex-ministro do Interior, Mohammed Ibrahim.
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O governo do Egito "recebeu" Ashmawy do LNA, que é comandado pelo marechal Khalifa Hafter, homem forte do leste da Líbia que comanda atualmente uma ofensiva contra o governo reconhecido pela ONU em Trípoli, e também Bahaa Ali Ali Abdelmoty, outro extremista "acusado de terrorismo em Alexandria", segundo a agência estatal egípcia MENA.
O LNA entregou o jihadista durante a visita do chefe de Inteligência Geral do Egito à Líbia, informou a MENA.
Por sua vez, o presidente egípcio Abdul Fatah al Sisi elogiou hoje através do Twitter seus soldados por serem "falcões que devoram todos os que querem aterrorizar os egípcios".
"A guerra contra o terrorismo não termina e não vai terminar até que recuperemos o direito de todos os mártires que morreram pela pátria", ressaltou o presidente.
Ainda não se sabe qual será o destino de Ashmawy no Egito.
Ashmawy nasceu em 1978 e foi expulso do exército egípcio em 2011. O jihadista foi capturado durante uma operação realizada por forças especiais líbias na cidade de Derna, que fica cerca de 250 quilômetros a oeste da fronteira com o Egito.
Um tribunal egípcio o condenou à morte em julho de 2014 após considerá-lo culpado da morte de 22 soldados no oásis ocidental de Farafra.
Ashmawy também é apontado como responsável pelo assassinato do procurador-geral Hisham Barakat e por dois atentados mortais: um contra a guarda de fronteira egípcia que resultou na morte de 29 soldados em fevereiro de 2015 e outro que tirou a vida de 29 pessoas - a maioria delas peregrinos cristãos - em maio de 2017 na cidade de Minya, no centro do Egito.













