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Líder da Irmandade Muçulmana e 36 islamitas são condenados à prisão perpétua no Egito 

Os condenados também terão de pagar uma indenização de R$ 6.230 ao Ministério do Interior

Internacional|Do R7

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Um tribunal do Egito condenou neste sábado (5) o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badia, e outros 36 islamitas, à prisão perpétua por atos de violência, e estabeleceu definitivamente a pena de morte para outros dez já sentenciados, informou à Agência Efe uma fonte judicial.

Os islamitas foram processados pelos distúrbios registrados na província de Qaliubiya, ao norte do Cairo, no final de julho de 2013, pouco depois da cassação militar do presidente Mohammed Mursi, quando morreram duas pessoas.


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Os condenados também terão de pagar uma indenização de 20 mil libras egípcias (R$ 6.230) ao Ministério do Interior, e outro dos processados, menor de idade, foi condenado a três anos de prisão.


Condenados 

Entre os condenados à prisão perpétua estão, além de Badia, o dirigente da Irmandade Muçulmana, Mohammed Beltagui, o predicador Shafut Hegazi e o ex-ministro Basim Kamal Auda (no cargo durante o mandato de Mursi), todos eles já presos.


Em 7 de junho, o mesmo tribunal sentenciou a pena de morte de forma provisória dez réus e fixou para este sábado (5) a emissão do veredicto para os outros 38 islamitas. Naquele dia, o juiz Hassan Farid ordenou enviar os arquivos do processo para esses dez ao mufti do Egito, máxima autoridade religiosa, Shauqui Alam, para que desse sua opinião, não-vinculativa, sobre as penas de morte antes que fosse ditada a decisão de hoje.

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Os condenados à pena capital foram julgados à revelia, e ao serem presos terão direito a outro processo. Entre eles estão o dirigente do partido salafista Al Asala, Mohammed Abdelmaqsud, e três catedráticos da prestigiada universidade islâmica sunita de Al-Azhar, um dos quais Abdel-Rahman el Ber, considerado o "mufti da Irmandade".

A procuradoria egípcia acusou 48 pessoas de estarem envolvidas na morte de duas pessoas e na tentativa de assassinato de outras seis, além de na agressão a policiais, na destruição de propriedades públicas no bloqueio do trânsito em Qaliubiya.

A Justiça egípcia ditou nos últimos meses várias condenações, à morte e a prisão perpétua, contra membros e seguidores da Irmandade, declarada grupo terrorista pelas autoridades em dezembro.

Tribunal 

Em 21 de junho, um tribunal de Minia sentenciou definitivamente à pena de morte Badia e 182 seguidores da Irmandade Muçulmana por atos de violência nessa província, e absolveu outras 496.

Dois dias antes, outro tribunal condenou a morte de maneira provisória Badia, Beltagui e Hegazi, e outras 11 pessoas por incitarem a violência em Guiza, em um caso cuja decisão definitiva será conhecida em 3 de agosto.

Estas sentenças foram muito criticadas pela comunidade internacional e pelas organizações de direitos humanos, e a confraria denunciou que foram politizadas. 

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