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Líder da oposição é condenada à prisão por difamar Erdogan

Justiça de Istambul considerou tweets feitos por Canan Kaftancioglu entre 2012 e 2017 como crimes de 'incitação ao ódio' e 'propaganda terrorista'

Internacional|Da EFE

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Canan Kaftancioglu foi condenada a 9 anos de prisão
Canan Kaftancioglu foi condenada a 9 anos de prisão

Canan Kaftancioglu, dirigente em Istambul do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata), foi condenada, nesta sexta-feira (6), a 9 anos e 8 meses de prisão por várias mensagens no Twitter, consideradas pela Justiça como crimes de "incitação ao ódio", "propaganda terrorista" e "difamação do presidente" da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O tribunal não decretou a entrada imediata dela na prisão, mas também não suspendeu a sentença, ao não notar sinais de arrependimento da condenada, informaram fontes do seu partido à agência EFE.


A defesa recorrerá da sentença perante um tribunal de apelação, que deve se pronunciar dentro de seis meses.

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Canan Kaftancioglu se declarou inocente e afirmou que os juízes atuam "sob o manto do Palácio", referindo-se ao presidente turco, o islâmico Erdogan.


Como é habitual nesses casos, as mensagens em que se baseia a acusação, emitidas entre os anos de 2012 e 2017, não foram tornadas públicas, pois sua divulgação poderia também ser penalizada.

O jornal pró-governo Sabah reproduz duas delas que, assegura, a acusada reconheceu como suas mensagens.


Em uma, a líder da oposição indicou que durante uma manifestação contra o Governo viu cartazes escritos: "Estado assassino" e em outra criticou os jihadistas que justificam a violência na religião.

O caso contra Canan Kaftancioglu foi aberto no 2018, dois dias depois dela ter sido nomeada chefe do CHP, principal partido da oposição, na província de Istambul.


Kaftancioglu é considerada a "arquiteta" da campanha e estratégia eleitoral, no último mês de junho, quando comandou o CHP na vitória nas eleições para a prefeitura de Istambul, após 25 anos de governos islamitas.

Vários membros do CHP classificam a sentença como "vingança" e "castigo aos eleitores de Istambul".

Kati Piri, vice-presidente do grupo socialista no Parlamento Europeu, classificou a condenação de "ultrajante e surreal" e a considerou "uma vingança de Erdogan pela vitória da oposição".

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