Líder da oposição síria pede "intervenção firme" à comunidade internacional
Internacional|Do R7
Cairo, 17 set (EFE).- O presidente da Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Ahmad Yarba, pediu nesta terça-feira à comunidade internacional efetuar "uma intervenção firme para acabar com o sofrimento do povo sírio". Em um discurso em Istambul (Turquia), retransmitido pelas televisões árabes, Yarba pediu para ONU atuar na crise síria perante o Capítulo VII da Carta do organismo, que abre via para sanções e, inclusive, para o uso da força. "O silêncio da comunidade internacional sobre a morte de mais de 200 mil sírios foi o que motivou o regime a usar as armas químicas no último mês", ressaltou o líder da oposição ao falar sobre o relatório da ONU sobre o uso de armas químicas no país. Yarba destacou que o silêncio em torno do conflito sírio deve acabar, principalmente depois que o relatório elaborado pelos inspetores da ONU confirmasse o uso de gás sarin no ataque realizado nos arredores de Damasco no último dia 21 de agosto. "Não queremos que isso entre na história, que havia um regime que usou armas proibidas em nível internacional e que aqueles que as utilizaram escaparam sem castigo", apontou Yarba, que, assim como a CNFROS, responsabiliza o regime do presidente Bashar al Assad pelo ataque químico que causou mais de mil mortos na capital síria. Além de cobrar ações mais concretas, o líder opositor também expressou sua confiança de que, com auxilio da comunidade internacional, a Síria alcançará "um regime democrático" e "comece o caminho em direção à liberdade". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Conselho de Segurança que seja "firme" e adote "o mais rápido possível" uma resolução "vinculativa" que obrigue a Síria a pôr seu arsenal químico sob controle internacional, como estipula o acordo russo-americano. Desta forma, Ban evidenciou seu apoio a uma resolução que invoque o Capítulo VII da Carta da ONU para que não o regime sírio não volte a recorrer ao uso de armas químicas ou de destruição em massa como instrumento de guerra. EFE mf/fk












