Líder de centro-esquerda, Renzi deve formar novo governo na Itália
Internacional|Do R7
Por James Mackenzie
ROMA, 17 Fev (Reuters) - O líder centro-esquerdista Matteo Renzi disse na segunda-feira que iniciará nas próximas 24 horas as negociações para a formação de um novo gabinete na Itália, o que deve vir acompanhado de um programa de reformas a ser executado nos próximos meses.
Para obter a maioria parlamentar que lhe garanta um voto de confiança, provavelmente ainda nesta semana, Renzi precisa selar uma coalizão formal com o pequeno partido centro-direitista NCD e indicar quem serão os seus ministros.
Ele promete uma ação radical para tirar a Itália da sua pior fase de estagnação econômica desde a Segunda Guerra Mundial, mas precisará lidar com a mesma coalizão instável que foi incapaz de aprovar reformas importantes sob o comando de Enrico Letta.
"Nesta situação difícil, trarei toda a energia e compromisso dos quais sou capaz", disse Renzi, de 39 anos, após reunião de uma hora e meia com o presidente Giorgio Napolitano, de quem recebeu o mandato para formar um novo governo.
"O senso de urgência é extraordinariamente delicado e importante, mas também é verdade que, dado o horizonte de tempo que temos, de um mandato parlamentar completo, precisamos de alguns dias antes de aceitarmos formalmente o mandato."
Renzi, atual prefeito de Florença, já era apontado como futuro premiê desde que organizou uma manobra para derrotar seu rival interno Enrico Letta, o que ocorreu numa reunião da liderança do Partido Democrático na semana passada. Ele vinha se queixando da lentidão das reformas sob Letta.
A Itália, terceira maior economia da zona do euro, tecnicamente não está mais em recessão, pois conseguiu um ligeiro crescimento no quarto trimestre de 2013. No entanto, o país continua profundamente marcado pela crise, com uma dívida pública de 2 trilhões de euros (2,7 trilhões de dólares), uma base industrial em rápido desmoronamento e milhões de pessoas sem emprego.
Renzi promete medidas rápidas para gerar postos de trabalho, reduzir impostos e cortar a burocracia que afeta empresas e patrões. Até agora, no entanto, ele apresentou poucos detalhes específicos sobre as medidas, e uma Lei do Emprego prevista para o mês passado já foi adiada.
O futuro premiê também promete mudanças na lei eleitoral e nas instituições políticas até o final deste mês, a serem seguidas por uma reforma trabalhista em março, por uma reforma da administração pública em abril e por uma reforma tributária em maio.











