Líder de extrema-direita vai concorrer à Presidência da Ucrânia
Internacional|Do R7
KIEV, 8 Mar (Reuters) - O líder de extrema-direita ucraniano Dmytro Yarosh disse neste sábado que vai concorrer à Presidência e lançou um ataque mordaz contra o novo governo, duas semanas depois de ter o ajudado os novos governantes a chegar ao poder através de protestos de rua.
As opiniões ultranacionalistas do Yarosh fazem dele um azarão na eleição 25 de maio, mas suas afirmações sinalizam uma divisão cada vez maior com outros líderes do movimento de protesto que derrubou o presidente pró-Moscou Viktor Yanukovich no dia 22 de fevereiro.
O líder do movimento paramilitar Setor Direito, que usa roupa de combate preta e máscaras de esqui, anunciou sua campanha presidencial apesar de estar sendo procurado pela Rússia sob a acusação de incitamento ao terrorismo.
"Estou concorrendo a presidente", disse Yarosh em entrevista coletiva, confirmando uma decisão do corpo de liderança do Setor Direito.
Yarosh, de 42 anos, foi nomeado vice-secretário do Conselho de Segurança e da Defesa, principal órgão de segurança do país, sob o governo do primeiro-ministro Arseny Yatseniuk, que foi formado após a derrubada de Yanukovich.
No entanto, ele reclamou que o governo não divulgou detalhes sobre como pelo menos 95 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia ou por franco-atiradores durante os protestos, dizendo que era surpreendente que nenhum dos "criminosos que mataram os nossos heróis" tenham sido condenados.
Yarosh, de 42 anos e ferozmente anti-Rússia, planeja transformar o Setor Direito em um partido político. Ele diz que o Partido Comunista e o Partido das Regiões, de Yanukovich, que eram as forças dominantes durante o governo de quatro anos do ex-presidente, devem ser proibidos.
(Por Timothy Heritage e Tom Heneghan)












