Líder opositor sírio pede aos EUA que envie mísseis Patriot ao norte da Síria
Internacional|Do R7
Doha, 26 mar (EFE).- O líder da opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Ahmed Muaz al-Khatib, revelou durante seu discurso na cúpula árabe que começou nesta terça-feira em Doha, que pediu aos Estados Unidos o envio de "um escudo antimísseis Patriot" no norte da Síria para proteger à população civil. Al-Khatib, à frente de uma delegação composta pelo primeiro-ministro interino da oposição, Ghassan Hitto, e que ocupou hoje pela primeira vez o assento reservado à Síria na cúpula da Liga Árabe, explicou que fez a solicitação dos Patriot recentemente ao secretário de Estado americano, John Kerry, "que se comprometeu a analisá-la". O dirigente opositor sírio afirmou que o assento na organização pan-árabe "faz parte da volta da legitimidade ao povo da Síria, que foi privado dela há muito tempo". Em novembro de 2011, a Liga Árabe suspendeu a participação do regime sírio em suas reuniões em rejeição à repressão governamental dos protestos. A Otan enviou seis baterias de mísseis Patriot à Turquia para defender o país de possíveis ataques da Síria, que poderiam servir para impor uma zona de exclusão área. "Os EUA podem fazer mais do que estão fazendo agora", queixou-se o dirigente opositor, que, mesmo assim, agradeceu a Washington o apoio humanitário ao povo da Síria. Em relação à presença de armas químicas em território sírio, Khatib pediu que a decisão de destruí-las seja tomada em um congresso nacional e com um pacto na região. "Temos ouvido alguns chamados para destruir as armas químicas. Esta decisão precisa ser tomada em um congresso nacional e dentro de um pacto para erradicar as armas químicas e nucleares da região inteira", opinou. O dirigente opositor lamentou, ainda, que os diferentes pontos de vista regionais e internacionais tenham complicado a situação na Síria e que o povo esteja pagando o preço com sua liberdade e seu sangue. Nesse sentido, destacou que "os sírios não precisam de nenhuma conferência internacional que não leve a resultados a favor dos sírios". Khatib criticou as "tentativas de ingerências" de outros países na revolução síria mediante a instrumentalização de minorias como a curda, a cristã e a alauita; o assunto das armas químicas e o terrorismo. Durante a sessão de hoje na cúpula foram ouvidas palavras de apoio aos opositores sírios e críticas ao regime de Bashar al Assad. O emir do Catar, Hamid bin Khalifa Al-Thani, insistiu na importância que se defenda a união da Síria e que "se construa um regime que não discrimine os cidadãos". Thani apoiou os esforços para encontrar uma solução política para o conflito e conseguir a vontade do povo sírio, "que merece uma vida livre sem opressão". Por sua vez, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, acusou em seu pronunciamento o regime de Damasco de ser responsável pela situação atual por rejeitar todas as iniciativas de paz propostas e usar armas pesadas contra os cidadãos. Apesar de a Turquia não ser membro da Liga Árabe, foi convidada à cúpula, onde foi representada por seu ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, quem instou a anunciar o início de um período transitório na Síria após a formação de um governo interino, do que até agora só se elegeu a um primeiro-ministro. "A Turquia unirá seus esforços à Liga Árabe e à coalizão opositora para chegar a uma solução que leve a Síria à democracia", manifestou Davutoglu, que assegurou que seu país manterá as portas abertas aos refugiados. EFE ssa-hh-ms-iod/tr













