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Lieberman promete retomar conversas de paz com palestinos somente se Abbas abandonar cargo

Abbas ameaçou abandonar política caso eleições israelenses não tragam cenário novo nas negociações entre os dois povos 

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Coalizão de Avigdor Lieberman e Benjamin Netanyahu segue liderando pesquisas
Coalizão de Avigdor Lieberman e Benjamin Netanyahu segue liderando pesquisas

O líder do partido ultranacionalista Israel Beitenu, o ex-chanceler Avigdor Lieberman, criticou nesta sexta-feira (28) o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e disse que novas conversas de paz entre israelenses e palestinos só serão possíveis quando Abbas abandonar o cargo.

Lieberman está em plena campanha eleitoral para a votação crucial de 22 de janeiro, que vai definir o parlamento israelense e, consequentemente, o próximo primeiro-ministro do país.


O partido de Lieberman, Israel Beitenu, se uniu recentemente ao Likud, partido do atual premiê Bejamin Netanyahu, para garantir a vitória no pleito. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira mostra que a chapa Likud-Israel Beitenu conquistaria hoje 33 das 120 cadeiras na Knesset, o parlamento local, liderando as pesquisas, embora apresente ligeira queda.

Coalizão de Netanyahu está perdendo força


De acordo com o diário israelense Haaretz, Lieberman disse que “será possível renovar as negociações diplomáticas” com os palestinos “somente após o líder da Autoridade Palestina abandonar o posto”.

Os comentários de Lieberman ocorrem um dia após Abbas dizer ao mesmo jornal que irá propor o fim da Autoridade Palestina e que irá entregar as chaves da Cisjordânia ao Estado hebreu, caso Israel não reative as negociações de paz após as eleições de janeiro.


— Se não houver progressos (nas negociações), mesmo após as eleições, telefonarei ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para lhe dizer: fique no meu lugar e seja responsável pela Autoridade Palestina, pegue as chaves.

Não foi a primeira vez que Abbas recorreu a uma ameaça similar, mas a situação da Autoridade Palestina piorou seriamente nos últimos meses em função de uma crise financeira sem precedentes.


Além do mais, Israel tem multiplicado os anúncios de projetos de colonização na Cisjordânia e em Jerusalém oriental anexado e bloqueou recentemente a transferência de impostos para a Autoridade Palestina, em represália à iniciativa do presidente Abbas, que em novembro liderou a obtenção, na ONU, do status de Estado observador para a Palestina.

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão suspensas desde setembro de 2010. Na entrevista concedida ao Haaretz, Abbas pede a suspensão da colonização israelense durante as negociações, a retomada do pagamento de impostos e a libertação de 120 prisioneiros palestinos que cumprem penas longas.

O governo israelense diz querer negociações "sem condições prévias", fixando como objetivo o reconhecimento de Israel como um "Estado do povo judeu" e a manutenção sob seu controle de uma parte dos territórios ocupados do futuro Estado palestino.

"Não se tratam de condições prévias. Tratam-se de compromissos que Israel já assumiu no passado", afirmou o presidente palestino ao Haaretz.

Os palestinos exigem o congelamento da colonização antes da retomada das negociações, enquanto Israel rejeita qualquer condição prévia.

Netanyahu convocou eleições legislativas antecipadas para 22 de janeiro em Israel, nas quais sua coalizão de direita aparece como ampla favorita.

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