Ligações de emergência do tiroteio de Newtown mostram caos da tragédia
Internacional|Do R7
Nova York, 4 dez (EFE).- As ligações para os serviços de emergências durante o massacre do ano passado em uma escola de Newtown (Connecticut), divulgadas nesta quarta-feira, mostram o caos e a angústia da tragédia. No total foram feitas sete ligações de dentro da escola Sandy Hook na manhã do dia 14 de dezembro do ano passado, quando o jovem Adam Lanza entrou no local fortemente armado e começou a disparar. As autoridades tinham tentado não divulgar as ligações, para preservar as famílias das vítimas, mas tiveram que fazê-lo após a decisão de um juiz que acatou uma solicitação legal de meios de comunicação. As ligações de professores e funcionários da escola mostram o medo acompanhado pelo barulho no fundo de disparos e gritos, assim como a calma dos trabalhadores da linha de emergências 911 que recomendam que as pessoas se afastem do tiroteio. "Vi alguém. estão correndo pelo corredor. Seguem correndo e disparando. Escola Sandy Hook, por favor", diz uma das ligações. O autor de outra chamada afirma: "Ainda estão disparando, por favor. Ainda está acontecendo". Nesse dia, Adam Lanza, de 20 anos, matou sua mãe a tiros e depois foi à escola com três armas semiautomáticas, um fuzil de assalto e duas pistolas, além de muita munição. Lanza entrou na escola disparando contra o vidro de uma janela e em seguida matou a diretora e uma psicóloga antes de entrar em duas salas atirando a esmo, com o resultado final de 26 mortos (20 crianças de seis e sete anos, e seis adultos). O relatório da investigação divulgado na semana passada pela procuradoria do estado reconheceu que não se conheciam os motivos pelos quais Lanza cometeu o massacre, e confirmou também que agiu sozinho e que tinha uma grande fascinação por videogames violentos, assim como fácil acesso às várias armas que sua mãe tinha comprado legalmente. EFE rcf/rsd













