Lista com nomes das 233 vítimas de incêndio em Santa Maria é divulgada
Internacional|Do R7
Santa Maria (Brasil), 27 jan (EFE).- As autoridades do Rio Grande do Sul divulgaram na noite deste domingo uma lista com os nomes das 233 vítimas fatais do incêndio que na madrugada deste domingo destruiu a discoteca Kiss da cidade de Santa Maria. A lista contém os nomes de 120 homens e de 113 mulheres, na grande maioria jovens universitários, cujos corpos foram levado para o Centro Municipal de Esportes, um ginásio de Santa Maria transformado em necrotério. A secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul esclareceu que a identificação da maioria das vítimas foi totalmente concluída, mas que a lista ainda é provisória porque faltam algumas confirmações. Das 233 vítimas, 211 foram reconhecidas por seus familiares e só 22 tiveram que ser submetidos a exames de datiloscopia para estabelecer sua identidade, segundo um comunicado do Instituto Geral de Perícias. Segundo a Defesa Civil, dos cerca de 200 corpos com a identidade totalmente confirmada ao começo da noite do domingo, 112 tinham sido entregues a seus familiares. A Defesa Civil informou igualmente que, por sua gravidade, 18 dos 106 feridos foram levados para hospitais do Porto Alegre. Quase todas as vítimas fatais eram estudantes de entre 18 e 30 anos de diferentes faculdades da Universidade Federal de Santa Maria que realizavam uma festa na discoteca Kiss. Segundo as primeiras investigações, o incêndio começou por volta das 2h30 quando foi aceso no palco da discoteca um material pirotécnico conhecido como "chuva de prata", cujas faíscas atingiram a espuma utilizada como isolante acústico no teto do estabelecimento. Além do uso do material não permitido dentro de um estabelecimento fechado, para a tragédia contribuíram o pânico provocado pela rápida expansão da fumaça e a suposta decisão dos seguranças de fechar as portas para evitar que o público saísse sem pagar, segundo os bombeiros. A difícil evacuação e a grande quantidade de pessoas correndo para a única saída causaram várias mortes por asfixia. EFE cm/ma (foto)











