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Maduro acusa Capriles de conspirar "contra a pátria" na Colômbia

Internacional|Do R7

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(Atualiza com declarações e comunicado de opositores) Caracas, 2 fev (EFE).- O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou neste sábado o líder opositor Henrique Capriles de conspirar "contra a pátria" desde a Colômbia, e prometeu que na próxima terça-feira serão revelados pormenores de sua acusação Capriles "deveria ter vergonha de ir à Colômbia para conspirar contra a pátria. As informações que nos chegam não são nada boas, estamos confirmando um conjunto de reuniões que sustentou... sabemos com quem e onde se reuniu, conspirando contra o país, contra a paz do país, fazendo negócios", acrescentou Maduro em uma alocução televisiva. O opositor, derrotado por Hugo Chávez nas eleições presidenciais de 7 de outubro e vencedor nas regionais de 16 de dezembro que o confirmaram como governador de Miranda, estado que tem a parte de Caracas sob sua jurisdição, confirmou no Twitter que desde ontem se encontra na Colômbia. Capriles não informou os objetivos de sua viagem e hoje utilizou a rede social para saudar os seguidores de "Santa Madre Virgen da Candelaria", da qual se declara devoto. O opositor também publicou uma fotografia na qual ele está ao lado do ex-presidente do Governo espanhol Felipe González. "Uma longa conversa em Bogotá com um grande amigo da nossa Venezuela", disse. "Nas próximas horas, informaremos o que o perdedor está fazendo contra a pátria na Colômbia", acrescentou Maduro e repetiu que na próxima terça-feira conhecerá "parte da decadência que há nesse partido da direita venezuelana Primeiro Justiça" de Capriles. Maduro "está à frente de um governo incapaz de resolver os problemas" do país, escreveu Capriles há quatro dias em sua conta no Twitter. Chávez delegou o manejo do Governo a Maduro no início de dezembro, antes de viajar para Cuba para se submeter a uma quarta intervenção cirúrgica desde que em meados de 2011 foi diagnosticado com um câncer. Desde então, Maduro também acusa à oposição de ter planos para perpetrar um golpe de Estado contra o Governo e atentados contra si e contra o presidente da unicameral Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que antecipou que na terça-feira será o encarregado de detalhar as denúncias contra Capriles e seu partido. Ele antecipou que na terça-feira será o encarregado de detalhar as denúncias contra Capriles e seu partido. O secretário-geral deste partido, Tomás Guanipa, rejeitou a fala de Maduro e o acusou de encenar um "show midiático permanente" desde que em dezembro Chávez pediu a seus seguidores que votassem por ele em eleições obrigatórias caso não consiga seguir governando. A Mesa da Unidade Democrática (MUD), que aglutina a maioria de partidos opositores, emitiu por sua vez um comunicado no qual Maduro é assinalado de "incapaz" e de manter desde dezembro uma linguagem que "incita à violência e ao ódio". "Maduro apela às ameaças e invoca uma guerra social de forma irresponsável" achando "que assusta um país democrático" com sua "linguagem inaceitável", diz o texto da MUD. O texto também acrescenta que "rejeita de maneira categórica" a quem procura "polarizar à sociedade para levantar sua candidatura, minada por sua insegurança e prepotência", com uma "linguagem de máfia" com a qual "imita o presidente Chávez", achando "que ganhará as eleições". EFE arv/ff

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