Maduro afirma que rejeição da Unasul a decreto de Obama "mudará o mundo"
Internacional|Do R7
Caracas, 14 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado que "o mundo mudará" com a rejeição unânime expressada hoje pela Unasul ao decreto promulgado na segunda-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Após agradecer aos 11 governos associados ao seu na União de Nações sul-americanas (Unasul) pela decisão tomada hoje em sua sede em Quito, Maduro disse em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão que começou a nascer "a doutrina de paz da América do Sul". "Está nascendo, com as resoluções tomadas hoje pela Unasul, a doutrina de paz da América do Sul; está surgindo uma nova doutrina de diplomacia de paz, a doutrina Unasul, e não tenho dúvidas que vai mudar o mundo; vai muda-lo", acrescentou, escoltado por chefes da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb). Uma cúpula de chanceleres da Unasul solicitou hoje aos Estados Unidos que revogue a ordem executiva emitida na segunda-feira pelo presidente Obama que declarou uma "emergência nacional nos EUA diante do risco extraordinário" a que a situação na Venezuela representa para sua segurança. Os chanceleres da Unasul qualificaram a ordem de Obama de "ameaça intervencionista à soberania e ao princípio de não-intervenção" nos assuntos de outros Estados. Ao término da sessão em Quito, os chanceleres tornaram público um comunicado lido pouco depois por Maduro em Caracas no qual também pediram que os EUA ponham em prática "alternativas de diálogo com o governo da Venezuela". Também disseram que continuarão "acompanhando o diálogo político com todas as forças democráticas venezuelanas", e manifestaram seu apoio à realização das eleições parlamentares, previstas para final de ano no país sul-americano. Entre vivas "à pátria sul-americana" e aplausos, Maduro acrescentou que também estava "absolutamente seguro" de que o texto do organismo representava o sentimento "do povo da América do Sul" e que por isso, esperava que fosse reproduzido pela imprensa americana. "Espero que a ditadura dos meios de comunicação dos Estados Unidos reproduzam esta decisão histórica da Unasul e digam a verdade sobre o que está acontecendo" na região, ressaltou. O texto da Unasul constitui "uma sentença" e nesse sentido poderia ter sido arrematado com a frase "É justiça que se faz na América do Sul para todo o século XXI'", acrescentou o chefe do Estado da Venezuela. Maduro também qualificou de "bem-sucedido arranque" os exercícios cívico-militares que ordenou após saber do decreto de Obama que teve a participação de 100 mil venezuelanos. Ele ainda anunciou que os exercícios serão mantidos até 28 de março. A Fanb "antes que nada" é uma instância "da paz" dos venezuelanos, mas se "a bota insolente do estrangeiro imperialista pisar Venezuela, nesse dia teríamos que combater", advertiu. EFE arv/cd












