Logo R7.com
RecordPlus

Maduro agradece apoio de seus seguidores no 2º aniversário da morte de Chávez

'Se nos perguntam quem foi Hugo Chávez, uma só palavra o descreveria: amor', disse Maduro

Internacional|Do R7

  • Google News
"Se hoje nos perguntam quem foi Hugo Chávez, uma só palavra o descreveria: amor", garantiu Maduro
"Se hoje nos perguntam quem foi Hugo Chávez, uma só palavra o descreveria: amor", garantiu Maduro

O governo da Venezuela e seus partidários começaram nesta quinta-feira os atos que lembrarão por dez dias o segundo aniversário da morte do presidente Hugo Chávez e que iniciaram com os agradecimentos do atual chefe de Estado, Nicolás Maduro, pelo apoio que recebeu do chavismo desde então.

A morte de Chávez no dia 5 de março de 2013, após uma longa batalha contra o câncer, foi lembrada hoje, desde bem cedo, com o lançamento de fogos de artifício em Caracas e terminou com um ato religioso no Quartel da Montanha, lugar onde repousa seu corpo.


Este foi o evento principal do dia liderado pelo presidente Nicolás Maduro, com a presença dos poderes do Estado, parentes de Chávez, representantes diplomáticos, convidados internacionais e centenas de admiradores do falecido comandante.

Especialistas afirmam que golpe militar contra Nicolás Maduro não salvará Venezuela da crise


Maduro garante realização de eleições parlamentares na Venezuela em 2015

No também conhecido como 'Cuartel del 4F', em alusão à tentativa de Golpe de Estado comandada por Chávez em 4 de fevereiro de 1992, aconteceu a missa pouco depois de uma salva de canhões nesse mesmo recinto militar, que lembra todos os dias às 16h25 locais, o momento da morte de Chávez.


As Forças Armadas, instituição que viu Chávez crescer até chegar ao grau de "comandante supremo", lhe renderam homenagem em um ato no qual o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse que o comandante "fez o povo acordar".

Padrino assegurou que "hoje em dia, todos aqueles que se opuseram a ele, que o maltrataram, reconhecem Hugo Chávez como um verdadeiro líder" e desafiou "quem poderia indicar qualquer ato de desonestidade em suas ações?".


Maduro não tomou a palavra durante o ato no Quartel da Montanha, mas o fez em outro evento horas antes na Praça Bolívar, na capital, ao destacar que a data de hoje era "um dia cheio de emoções, de sensibilidades, de lembranças".

"Há dois anos, exatamente às 16h25 (17h55 de Brasília) da tarde, partiu em um voo eterno rumo à vida celestial aquele que foi nesta vida o maior líder que a Venezuela teve depois do Libertador Simón Bolívar: nosso comandante Chávez", lembrou.

Para o atual chefe do Executivo, Hugo Chávez deixou sua marca no país através de suas lições, doutrinas, ideias e amor, o sentimento que, para Maduro, melhor descreve seu mentor político. "Se hoje nos perguntam quem foi Hugo Chávez, uma só palavra o descreveria: amor", garantiu.

"A força do amor profundo pela pátria venezuelana, foi a força do amor de (Simón) Bolívar que ressuscitou com o povo o amor que tudo pode, o amor que é a força de Deus, o amor que é a força que cria e que faz tudo", declarou.

Maduro também agradeceu o apoio que recebeu dos venezuelanos nestes dois anos após a morte de Chávez, apesar de a crise econômica pela qual o país atravessa ter feito despencar seus índices de popularidade, segundo as pesquisas dos institutos Hinterlaces e Datánalisis, que situam a aprovação de sua administração em entre 20% e 30%.

"Tenho, como presidente, que dizer aos senhores, homens e mulheres. Dois anos depois tenho que agradecer o apoio que me deram como presidente", disse Maduro.

Um período em que, assegurou, enfrentou "obstáculos, emboscadas" e um "ataque permanente", uma situação que afirmou saber que aconteceria "desde o primeiro momento em que o comandante Chávez me deu a ordem de assumir a batuta".

Além das comemorações, hoje se confirmou a chegada amanhã, a Caracas, de uma delegação de chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul), liderada pelo secretário-geral, Ernesto Samper, em uma nova tentativa de reativar o diálogo entre governo e oposição, paralisado desde meados do ano passado.

Os chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador viajarão para a capital venezuelana com o objetivo de contribuir para a "despolarização" do ambiente político, segundo Samper. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.